Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/03/2020

Livre circulação de pessoas e informações

Ao longo da história, observa-se a presença de epidemias que devastaram milhões de pessoas em todo o mundo. Na contemporaneidade, embora alguns fatores precursores das antigas epidemias tenham sido aperfeiçoados, as epidemias não deixaram de surgir. Isso, no mudo atual, é agravado com a histeria coletiva, promovida, entre outros fatores, pela atual facilidade de circulação de informações.

Em primeiro plano, observa-se que fatores como, a falta de saneamento básico e de hábitos de higiene, determinantes na propagação de epidemias como a peste bubônica, por exemplo, foram aprimorados. Entretanto, a contemporaneidade é marcada pelo rápido trânsito de pessoas, o que torna a propagação de uma epidemia, um desdobramento mundial de difícil contenção. Prova disso é a pandemia provocada pelo COVID-19, que, apesar de originário da China, atingiu 150 países e territórios em cinco continentes em três meses, segundo a BBC News.

Com essa rápida ampliação do alcance da epidemia e da difusão de informação pela mídia, alguns desafios surgem através da histeria coletiva. Esse comportamento caracterizado pelo terror pânico pode provocar a superlotação do sistema público de saúde, além de impossibilitar a contenção do vírus. Em relação ao corona vírus, por exemplo, que possui sintomas bem parecidos com os de uma gripe comum, a excessiva emotividade leva todas as pessoas, inclusive os não infectados, a procurar ajuda do sistema de saúde, o que aumenta a circulação do vírus da epidemia e impede que os realmente infectados tenham acesso a algum tipo de ajuda.

Conclui-se, portanto, que as epidemias contemporâneas são agravadas pelo atual sistema de circulação de pessoas e que possuem desafios relacionados à histeria coletiva. Nesse contexto, é importante que a mídia, através de debates e reflexões com médicos e infectologistas, promova a difusão de informações precisas sobre como a população deve agir em caso de uma epidemia. Assim, a propagação do vírus poderá ser contida, e o sistema de saúde público poderá redirecionar seus recursos aos que realmente estão doentes.