Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/03/2020

A vacina foi uma das maiores invenções da humanidade para conter doenças e permitir que a sociedade se desenvolvesse de maneira saudável. Ainda hoje, a humanidade é  acometida de tempos em tempos por um novo patógeno, e no meio tempo para a criação de sua vacina, cabe a toda população afetada pela epidemia tomar os devidos cuidados para não contrair ou disseminar a doença, reduzindo o número de casos. Conquanto, soma-se a falta de pensamento crítico da população com um governo omisso e incapaz de conscientiza-la a respeito dos cuidados necessários e forma-se, inevitavelmente, uma histeria coletiva. Nessa perspectiva, cabe analisar-se os entraves vinculados a esse problema, bem como o encontro de subterfúgios que o solucione.

Em primeira análise, destaca-se a falta de uma educação de qualidade aos jovens brasileiros. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Sob esse viés, a perpetuação de um ensino arcaico, que deixe de ensinar aos alunos bases filosóficas para que formem um pensamento crítico e racional, fará com que esses jovens formem-se adultos desprovidos da capacidade mental necessária para deixarem de acreditar em notícias falsas (fake news) e tomar as medidas necessárias em algum possível caso de epidemia que ocorra.

Faz-se mister, ainda, salientar a omissão governamental frente a epidemias como impulsionador do problema. Sendo análogo ao que foi dito pelo pastor protestante Martin Luther King, “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar”, um governo que desampare o trabalhador em momentos de crise em que toda população precise ficar de quarentena, ou mesmo que propague informações tendenciosas a fim de que a economia do país não seja afetada, faz com que a histeria seja acentuada não só pelo acontecimento da epidemia, mas também pelo fato da população se sentir desamparada por um agente que deveria protege-la, e não ser seu algoz.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser estabelecidas a fim de que esses entraves sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação ensinar a seus alunos, através de aulas elucidativas e materiais didáticos, as bases para o pensamento crítico, a fim de que os jovens tornem-se adultos mais conscientes do mundo que os circunda e não fiquem histéricos em momentos de cautela como nas epidemias. Outrossim, cabe a mídia mostrar, de maneira apartidária, a forma que o governo enfrenta esses casos, e, caso se mostrem contra os direitos humanos, faz-se necessário que a população unida movimente-se contra esse governo através de passeatas e protestos, mostrando sua infelicidade com esse agente que menospreza os direitos humanos.