Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 25/03/2020
doenças na historia
Desde a Idade Média até hoje, temos registro das epidemias de histeria. Ocasionalmente, a doença persiste por dias; mas geralmente, quando a multidão aflita se dispersa, os sintomas tendem a desaparecer, provavelmente porque só são contagiosas quando novas vítimas ficam observando outras adoecendo. Rumores sobre a causa desses surtos tendem a surgir nas comunidades, ainda mais na atualidade com a agilidade dos meios de comunicação como o WhatsApp ou as redes sociais e com o surgimento das fake news, notícias falsas sobre o assunto. Os ingredientes essenciais – grupos sob estresse psicológico e físico, geralmente com fome, cansado ou ambos – se reúnem quase diariamente em todo o mundo. Então, qual é o gatilho final que empurra algumas pessoas ao limite e deixa suas mentes tomarem conta de seus corpos em massa? Quando enfrentamos incertezas, nossas mentes desejam explicações. Se não temos como explicar os sintomas, nos sentimos descontrolados e nosso medo aumenta. E, se aprendermos que nossas próprias mentes podem ter causado esses sintomas muito reais, tendemos a sentir mais ansiedade sobre o que nossas mentes podem fazer a seguir. Os especialistas em psicossomática apresentaram explicações fisiológicas adicionais para alguns dos sintomas de surtos de histeria em massa. Quando as pessoas ficam excitadas e assustadas, elas podem hiperventilar ou começar a respirar muito rapidamente; exalando muito dióxido de carbono. Os baixos níveis de dióxido de carbono no corpo causam espasmos nos músculos das extremidades, o que pode explicar a dormência, formigamento e contração muscular que algumas vítimas experimentam. Se a depleção de dióxido de carbono for tratada simplesmente respirando em um saco de papel, os sintomas desaparecem rapidamente. Essas doenças estão a muito tempo conosco temos que nos prevenir.