Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/03/2020
Conforme a Constituição Federal, promulgada em 1988, a falta de uma averiguação prévia da autenticidade dos fatos está sujeita a responsabilização por meio dos instrumentos legais do direito civil e criminal. Em paralelo a isso, percebe-se, nas redes sociais, a vertiginosa difusão de “fake news” (notícias falsas) a respeito do novo coronavírus, em geral, apelativas a usar algum produt. Por conseguinte, pânico e histeria são instaurados em meio à população por meio dessas mentiras que ferem a própria Legislação Brasileira.
Em primeiro lugar, o recente pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, levou, desesperadamente, muitas pessoas às farmácias, porque, segundo ele, o medicamento hidroxicloroquina teve bons resultados em pacientes com Covid-19 (coronavírus). Por outro lado, essa medicação é também usada para o tratamento de doentes com malária doenças autoimunes e, com o aumento da demanda, eles ficaram sem acesso ao medicamento. Diante disso, é perceptível o desdém da população àqueles que precisam do remédio, demonstrando, igualmente, o doentio egoísmo da sociedade contemporânea em tempos de crise.
A posteriori, muitas doenças tão graves e transmissíveis quanto o novo coronavírus não ganham tanta repercussão como esse nos noticiários. Por exemplo, os 300 mil casos de dengue registrados no Brasil pelo Ministério da Saúde nas primeiras semanas de 2020, um número 71% maior do que no mesmo período do ano passado, enquanto o Covid-19 tem pouco mais de 2600 enfermos em território nacional. Dessarte, epidemias que assolam o país ao longo de muitos anos são subestimadas pela mídia e permanecem sem as devidas medidas preventivas.
Portanto, cabe ao governo realizar campanhas de prevenção não só do novo coronavírus, mas, também, da dengue, chikungunya e zika, e de vacinação para Influenza H1N1 e sarampo. Em adição, é necessário que o povo brasileiro mantenha a carteirinha de vacinação em dia, faça uso do bom senso e permaneça em casa, obedecendo as recomendações das autoridades, saindo só quando for preciso. Dessa maneira, os casos de dengue e Covid-19 diminuirão e o sistema público de saúde conseguirá atender os casos mais graves.