Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/03/2020
Ao longo da história, aconteceram muitas epidemias e pandemias, como gripes e a peste bubônica, respectivamente. Porém, diferente das epidemias anteriores, as que ocorrem na contemporaneidade contam com a facilidade de propagação e acesso a noticias e informações para disseminar uma histeria coletiva, que gera o ressurgimento do individualismo para enfrentar o problema.
Primeiramente, vale ressaltar que há pontos positivos no rápido acesso as noticias, as pessoas podem se preparar melhor para o que iram enfrentar. Entretanto, o lado negativo está relacionado a divulgação de noticias falsas que podem colocar a vida das pessoas em risco. Além disso, vale notar que pequenos estudos científicos que ainda não são fatos científicos, são levados ao extremo pela falta de conhecimento cientifico básico da população, foi o caso estudo sobre a eficacia do remédio de Cloroquina no combate ao COVID-19, por causa deste, as pessoas esgotaram os remédios das farmácias, sendo os mesmos tóxicos quando usados desnecessariamente.
Além disso, cabe destacar que a histeria é um estagio de pânico que leva a atitudes super protetoras, muitas vezes desnecessárias e abrindo espaço para o ressurgimento do individualismo em grande parte da população mundial. Analogamente ao pensamento de Charles Darwin quanto a seleção natural de que o melhor adaptado sobrevivem, essa adaptação poderia ser lida como disponibilidade de recursos, principalmente financeiro, para lutar ou evitar uma doença. Desta forma a proteção da saúde fica restrita a poucos e aumenta as contaminações.
Portanto, para evitar a histeria coletiva e os desafios ligados a ela. Cabe as Governos Federais, junto as mídias sociais, devem fornecer as informações com clareza e transparência, de forma que todos entendam, desde o menos ao mais escolarizado, por meio de sites oficiais e declarações, reforçando a necessidade de agir juntos e sempre procurar as fontes das noticias.Além disso, em casos das pessoas começarem a estocar produtos, as grandes redes de super mercado devem estipular a quantidade máxima de produtos, evitando que estes faltem nas prateleiras e possibilitando que todos tenham acesso.