Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/04/2020

No final do ano de 2019, casos de uma misteriosa pneumonia foram notificados na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com onze milhões de habitantes e no dia 31 de dezembro a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta. Acontece que o que causou a misteriosa pneumonia foi a variação de um vírus da família coronavírus e dois meses após o alerta a OMS nomeou a doença, chamando-a de COVID-19 e esta se espalhou rapidamente para outros países gerando a mais nova histeria coletiva.

A rápida propagação da doença e das notícias causou desespero nas pessoas, e após o anúncio do primeiro caso no Brasil a procura por máscaras, álcool em gel e luvas teve um rápido crescimento, chegando a ficarem escaços.  Após o decreto de quarentena por alguns governadores, as prateleiras de supermercados também começaram a esvaziar e toda essa sobrecarga no mercado gerou uma inflação e até mesmo a falta de produtos.

Entre os anos de 1918 e 1920 ocorreu uma pandemia de Gripe Espanhola que fez 50 milhões de vítimas e na época houveram cidades que entraram em quarentena e outras que continuaram suas atividades. Décadas mais tarde, pesquisas mostraram que as cidades que optaram pelo isolamento se recuperaram mais rápido, tanto em relação a doença quanto economicamente, já que a população se acalmou e voltou a trabalhar mais rápido.

Portanto, é mister que o Governo Federal decrete estado de quarentena a todos para que  ocorra o controle da contaminação, uma futura erradicação da doença e para que a economia consiga se recuperar de forma mais rápida e eficiente. Também é importante que os supermercados estabeleçam o controle da saída de mercadoria limitando uma quantidade de cada produto por cliente, controlando a inflação.