Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 27/03/2020

Com a superabundância de informações desencadeadas pelos meios de comunicação acerca do panorama ocasionado pelas ameaças epidêmicas, é provocada a excessiva inquietação de um grande número de pessoas. Não obstante, é reconhecida a importância em manter os cidadãos devidamente informados. Faz-se, portanto, imprescindível um equilíbrio na disposição das notícias sobre o assunto.

Primeiramente, deve-se considerar a importância da disposição de informações detalhadas a respeito das doenças. Outrossim, os indivíduos devem estar cientes em relação aos seus riscos, à prevenção e aos possíveis sintomas. Entretanto, variados informes estão acompanhados de uma sobrecarga de dados, além de alertas não fundamentados, provenientes de fontes não confiáveis. Esse excesso de notícias, quando consumidas imoderadamente, contribuem para uma situação de ansiedade massiva.

Segundamente, de acordo com o filósofo e físico italiano Galileu Galilei, a verdade não resulta do número dos que nela creem. Todavia, através das relações interpessoais são transmitidas diferentes percepções relativas ao tema, sendo elas positivas ou não, que podem ser concebidas como verídicas. Dessa forma, vários pontos de vista repercutem, podendo afetar as ideias que outras pessoas têm sobre a situação.

Portanto, subterfúgios são necessários para resolver esse encalhe. Cabe ao indivíduo atentar-se às atualizações quanto à doença de forma moderada, em horários específicos e em fontes seguras, a fim de compreender o problema de forma realista, sendo passível de ser solucionado posteriormente. Além disso, é essencial que a mídia, não deixando de manter seu importante papel na conscientização sobre os riscos, tome medidas com o intuito mitigar a tensão coletiva, exibindo também uma maior diversidade de matérias jornalísticas. Dessarte, o problema poderá ser enfrentado com a cautela propícia e com melhores perspectivas em relação ao futuro.