Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 27/03/2020
No século XIV, a Peste Negra foi uma doença que causou impactos negativos, sendo responsável por exterminas um terço da população da Europa e, assim, afetando drasticamente o curso da historia europeia. Analogamente, na contemporaneidade, epidemias ainda são fatores atuantes para mudanças e suas consequências ocasionam desequilíbrio social: paralisação econômica e desinformação por notícias falsas.
Deve-se pontuar, de início, com relação ao cenário apresentado, que a principal diferença entre a Peste Negra e as epidemias do século XXI é a velocidade de propagação da doença. A respeito disso, a globalização é o conjunto de estruturas tecnológicas que possibilitam o dinamismo entre pessoas e informações. Assim, apesar da tecnologia ajudar na integração entre os países, provoca a disseminação de doenças e, com isso, há a necessidade de fazer isolamentos sociais, o que causa a paralisação econômica. Ademais, esses interrompimentos motivam crises na economia e as epidemias que iriam afetar apenas parte da população, afeta, também, todo o sistema capitalista, como o aumento do desemprego.
Por outro lado, vale ressaltar, também, que as mídias sociais tem importante função na comunicação em períodos de epidemias, como alertando a população no modo de agir caso contrair a doença. Porém, o elevado número de notícias falsas acarreta a desinformação por parte do usuário de redes sociais. Segundo dados divulgados pelo jornal “G1”, 40% das pessoas não conseguem detectar imagens manipuladas. Dessa maneira, não há como negar que a transmissão de notícias falsas tem impacto significativo, visto que as pessoas não conseguem diferenciar notícias enganadoras.
Em virtude dos fatos mencionados, observa-se que em períodos de epidemias há desafios à histeria na sociedade. Portanto, o Estado deve amenizar a situação e evitar a desinformação da sociedade por meio de uma comunicação direta com a população.Por exemplo, criando um aplicativo com o objetivo de debater as notícias sem fundamentos com pessoas profissionais no assunto, como biólogos e infectologistas , com a finalidade de diminuir a quantidade de pessoas enganadas, já que a desinformação pode levar o indivíduo a se contaminar.