Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 03/04/2020
A peste negra foi uma pandemia que ocorreu na segunda metade do século XIV na Europa. Essa doença contribuiu para uma série de acontecimentos, como crises políticas, revoltas camponesas e, principalmente, a morte de um terço da população europeia. Na contemporaneidade, uma nova pandemia, coronavírus, altera mundialmente organizações políticas, econômicas e sociais, nas quais resultam em um descontrole coletivo. Visto que a falta de coordenação do Estado, juntamente com o sensacionalismo da mídia, favorece a preocupação e a insegurança da população. Com isso, evidencia-se a necessidade de reverter essa situação caótica.
Primeiramente, é incontestável que a falta de consenso entre os estados brasileiros esteja no âmbito das causas do problema. Nessa perspectiva, cresce o medo da população, principalmente com o crescente índice de contágio, da sobrecarga da assistência médica e do aumento do número de mortes em todas as idades. Conforme dados apresentados pelas secretarias estaduais de saúde, no início de abril, mostram 8.066 casos confirmados da nova pandemia e 327 mortes. Em um momento como esse, a superação dos desafios é evidente com a união de todos, desde o Estado, até os brasileiros.
Outrossim, destaca-se a manipulação midiática, com seu amplo alcance, influência e forma de divulgar as informações, que produz o medo coletivo. Consequentemente, isso acarreta o “comportamento de manada”, caracterizado por indivíduos que reagem de maneira semelhante, de forma irracional, apenas por causa da pressão exercida pelo grupo. No entanto, para o filósofo Jürgen Habermas, a racionalidade comunicativa é aquela que consiste na capacidade de deliberar em conjunto com os outros, a troca de argumentos e de razões autênticas. Uma vez que esse conceito tem sido desvalorizado pela mídia ao produzir notícias sensacionalistas. Nesse contexto, as pessoas não devem agir por instinto, mas deve exigir que o Estado cumpra o seu papel adequadamente.
Portanto, é relevante desenvolver ações, tanto política, quanto social, que possam reverter essa realidade inadmissível. Desse modo, cabe ao Poder Executivo, como órgão que visa contato direto com outros países, juntamente com governadores e prefeitos, amenizar as consequências dessa pandemia, por meio de pacotes econômicos que possa não só favorecer a população mais carente, como também empresários, para que esses possam manter empregos e salários de funcionários. Além disso, o Estado deve argumentar positivamente com a população os benefícios da quarentena para que não haja uma histeria coletiva. Assim, terá-se no Brasil uma sociedade saudável e consciente dos acontecimentos.