Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

Durante a Idade Média, a epidemia da Peste negra assustou a população europeia, dado o desconhecimento científico acerca da doença, bem como o alto índice de mortalidade. De forma análoga, a pandemia do novo coronavírus tem causado pânico em países de todo o mundo, apesar da ampla divulgação da comunidade científica. Nesse sentido, faz-se necessário compreender as principais causas relacionadas à histeria coletiva em casos de epidemia.

Em primeiro plano, tem-se que a grande cobertura jornalística nas várias mídias sociais dessa epidemia provoca um sentimento comum entre os povos, a ansiedade.Já era dito pelo memorável físico alemão, Albert Einsten que é chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade, dessa maneira na era da informação na qual vivemos é difícil abster-se do sensacionalismo das notícias catastróficas com as quais nos bombardeiam diariamente. É, portanto, nocivo o comportamento agressivo da mídia que preconiza os cliques em detrimento da sanidade dos leitores.

Em segundo plano, nota-se que o medo proporcionado pelo surto de AIDS em 1980, que causou a morte de famosos como Renato Russo e Cazuza, é revivido atualmente, o que é justificado pela falta de assistência dada às camadas sensíveis da sociedade. É histórico do Brasil, o qual destina apenas 4,7% do seu PIB à saúde, o sucateamento ,assim como a falta de estrutura do sistema público de saúde, sobrecarregado em época de epidemias. É ,dessa forma, evidente o descaso em relação à letra Constitucional de 1988 frente a práticas de desmantelamento do  principal recurso de recuperação dos doentes em todo o território nacional.

Depreende-se,destarte, a necessidade de medidas práticas e exequíveis.Doravante o Estado, via Ministério da saúde- órgão responsável por dispor condições para a proteção e recuperação da saúde da população-, deve implementar ações que contribuam para a adequação das unidades de saúde , tal feito pode ser iniciado com a compra de ferramentas essenciais para os hospitais públicos com o fito de recuperar os enfermos de uma maneira segura. Assim, por meio dessas ações, a sociedade poderá se tornar aprazível para todos.