Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 29/03/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, a histeria coletiva relacionada as epidemias contemporâneas, no Brasil, impede que isso aconteça na prática. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes com o intuito de alcançar uma sociedade integrada.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de investimentos governamentais nos setores vitais aos seres humanos (saúde etc.), a fim de garantir-lhes seguridade no enfrentamento de enfermidades, rompe essa harmonia. Mediante dados do Sistema Único de Saúde (SUS), no Brasil, atualmente, há uma capacidade total de 23 mil leitos (contabilizando maternidades e os já ocupados). Dado ao exposto, nota-se a carência e a premência de um governo com políticas bem planejadas e executáveis, que previnam a saúde pública e não a sua própria saúde financeira e política.
Ademais, destaca-se a necessidade de preservar os recursos orçamentários do governo, como fator impulsionador do histerismo. De acordo com Durkheim, o fato social é um modo de agir e de pensar dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo esse raciocínio, observa-se que, embora determinado vírus (COVID-19, por exemplo) não tenha alta taxa de letalidade, o grande índice de transmissão ocasionaria uma superlotação do serviço hospitalar e, com isso, as pessoas e o governo seriam afetados, uma vez que vidas, e dinheiro, se perderiam pela incapacidade do sistema em fornecer o atendimento correto. Logo, tal fato representa um grave retrocesso para a população vigente, pois ela fica à mercê de políticas públicas vulneráveis e negligentes.
Portanto, percebe-se que ainda há entraves para mitigar os efeitos coletivos devido as epidemias no Brasil. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Saúde (MS), crie, por meio de processo seletivo, uma comissão com profissionais capacitados (médicos etc.), com o intuito de realizar, junto às pessoas, o debate relativo a importância de cobrar do governo melhorias nos serviços oferecidos na rede pública de saúde. Destarte, com a finalidade de intervir e preservar a qualidade de da comunidade. Outrossim, o MS, deve, por meio de verbas públicas, investir em programas de melhoramento acerca da infraestrutura ofertada pelo SUS (aumento da quantidade de leitos etc.). Desse modo, com o objetivo de diminuir o abarrotamento desse sistema hospitalar.