Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 28/03/2020
No ano de 2009, houve um aumento no número de casos de pessoas que viajaram a Ásia e voltaram com sintomas mais forte de gripe onde a taxa de mortalidade era alta, médicos não entendiam a dinâmica daquele vírus. Hoje, onze anos depois nós encontramos uma forma de tratar o que conhecemos como H1N1, mas recebemos um inimigo maior: a Covid-19.
A Covid-19 é um vírus que se originou na China dando sintomas mais graves de gripe e pneumonia levando a óbito por insuficiência respiratória. O número de casos começou a crescer exponencialmente e não demorou muito para que se espalhasse para outros países da Ásia e alguns da Europa. A recomendação da OMS era para que se fosse possível a população deveria permanecer em isolamento social por tempo indeterminado para evitar a proliferação do vírus. Escolas, comércios, empresas, aeroportos fechados para tentar conter um vírus que foi mais forte e infectou mais de 150 países em dois meses se tornando uma pandemia.
No momento que o vírus chegou ao Brasil, fomos bombardeados com informações que até então não havíamos tido um contato tão íntimo, a preocupação inicial era quem teve contato com o paciente zero. Em menos de um mês chegamos a três mil casos e setenta mortes confirmadas, hospitais ficaram lotados com o aumento de casos suspeitos tendo como consequência a falta de testes para o vírus e com isso só era testados quem tinha sintomas mais graves.
Fora de hospitais faltava-se mantimentos essenciais por conta da população comprar em excesso com medo da falta dos mesmos, produção de álcool em gel e máscaras hospitalares aumentou em larga escala, gerando pânico fazendo com que pessoas brigassem entre si para obter tais produto.
Através disso, é necessário uma maior gestão com o sistema de saúde, EPI’s para profissionais que se encontram na linha de frente, aumento no número de Unidades de Tratamento Intensivo já que pelo menos 5% dos casos são necessários de respiradores. Países europeus estão tendo uma média de 600 mortos por dia e são o exemplo de erros que não podemos cometer, com isso participação do Estado para manter toda uma população em quarentena é essencial já que o vírus se espalha principalmente no contato de pessoa para pessoa e formas de organização para fornecimento e vendas dos produtos essenciais para que não falte a população e também um equilíbrio de informações passadas pela mídia, onde psicólogos e psiquiatras afirmam que informações em excesso poderão trazer uma maior incidência de doenças mentais e consequentemente o aumento de suicídio em uma população desesperançosa.