Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 28/03/2020

A globalização é um movimento de suma importância para a quebra de paradigmas culturais, entretanto, facilita o trânsito de doenças entre continentes. Atrelado a isso, a indústria midiática consegue facilmente espalhar notícias, que muitas vezes são sensacionalistas e contribuem para o pânico em massa. Ademais, a facilidade de comunicação na pós-modernidade, proporcionada pela internet, facilita a disseminação de notícias falsas.Todavia, é paradoxal que órgãos regularizados pelo governo causem sentimento de pavor na sociedade.

Jornal, televisão e rádio são importantes influenciadores sociais. Segundo Andre Comte, a prudência determina o que é necessário escolher e o que é necessário evitar. Dessa maneira, a problemática em exagerar uma notícia é que provoca uma preocupação maior do que a necessária sobre determinado assunto. Visto isso, a mídia, em momentos de crise, contribui para uma histeria coletiva.

Segundo o G1, notícias falsas são 70% mais compartilhadas do que as verdadeiras. Esse fato mostra como a disseminação de notícias falsas perdura na internet. Em decorrência disso, boa parte das pessoas acreditam em informações irreais e sem base nenhuma. Nesse âmbito, é difícil discernir sobre o que é verdade e o que não é, originando uma confusão de informações e aumentando o pânico social.

Destarte, os provedores de notícia devem filtrar o que é exagero e o que é notícia. Além disso, o Governo Federal deve investir no combate a disseminação de notícias falsas e juntamente com a Polícia Federal, devem multar cidadãos que utilizem dos meios de comunicação para espalhar entendimentos falsos e que prejudiquem a vida em sociedade, pois, dessa maneira, as informações não verídicas diminuirão e em momentos de crise, como em epidemias ou pandemias,  a histeria coletiva será reduzida.