Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 28/03/2020
Varíola. Tuberculose. Gripe espanhola. Sarampo. Estas são algumas epidemias que a humanidade já enfrentou, por consequência muitas foram erradicadas, no entanto, outras ainda seguem causando inúmeras mortes ao redor do mundo. Sendo epidemia toda e qualquer doença que tenha um caráter transitório e que ataca de forma simultânea um grande número de pessoas em uma determinada região. As epidemias contemporâneas, além de sua gravidade patogênica, ainda carregam um adicional, a histeria coletiva que causa a toda população acometida. E isso leva a problemas como transtornos psicológicos, falta de informação sobre o que de fato é uma epidemia e até mesmo notícias errôneas sobre as doenças, sendo este um risco a saúde coletiva, maior até que o vírus.
Em primeiro lugar, é evidente que a população necessita de informações que muitas vezes são negligenciadas pelo governo, a falta de direcionamento acarreta em mais insegurança e histeria por parte da população. Além disso, essa falta de amparo do governo em promover informações de uma forma segura, levam aos indivíduos a crer em muitas informações que estão disponíveis em sites, redes sociais e até mesmo pela comunicação pessoal que não tem procedência, muito menos respaldo de um profissional capacitado. ‘Fake news’ se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras, diz MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), ganham a internet e espalham o medo entre a população.
Em segundo lugar, a histeria que se instala na população leva a quem já possui transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão viver na sombra do medo da doença, frequentemente com a sensação de medo e angústia pelo futuro. Outro ponto são pessoas que possam ter inclinação para desenvolver transtorno hipocondríaco, que se dá pelo medo intenso e prolongado de ter uma doença grave, ou até mesmo uma histeria em massa que seria um fenômeno sociopsicológico no qual se manifesta sintomas parecidos ou iguais em mais de uma pessoa. Isto em meio a uma epidemia pode elevar a lotação de hospitais e USB, levando ao enfraquecimento do sistema de saúde.
Diante de tudo o que foi mencionado tem-se a inevitabilidade de que a mídia promova junto ao Governo Federal, conferências para alertar a população sobre as notícias verdadeiras a respeito do assunto, bem como ajudar a desmistificar as notícias falsas que circulam em redes sociais e sites. Cabe também aos Governos dos Estados juntos com o Ministério da Tecnologia a criação de aplicativos que passem informações de cada estado de forma simultânea aos acontecimentos. Ademais, é importante que o Ministério da Saúde junto aos estados, busquem apoio para os cidadãos, oferecendo um maior número de consultas com psicólogos e terapeutas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Assim os riscos de histeria coletiva seriam minimizados e a população estaria protegida e informada.