Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 29/03/2020

Para Herder, filósofo Alemão, “Zeitgeist” significa o “espírito da época” ele representa a configuração cultural de uma determinada coletividade em determinado momento histórico. Desse modo, à medida que o tempo passa, os paradigmas sociais sofrem alterações, logo, torna-se claro o quão o surgimento de pandemias hodiernas inaugura um novo “Zeitgeist” na conjuntura social do mundo contemporâneo. É indubitável, portanto, que esses impactos tem sua origem ligada à indiligência governamental frente aos investimentos na saúde pública, como também a inoperância social na prevenção.

É relevante abordar, primeiramente que o descaso governamental e a despreocupação diante das novas pandemias no mundo atual, configura um dos principais óbices para conter a disseminação dessas doenças. De acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado promover a saúde pública para todos, entretanto, no momento atual ao qual se encontra o Brasil, a exemplo, é evidente um atendimento médico insuficiente e aquém dos padrões mínimos de qualidade, decorrente da falta de investimentos e projetos de tecnologia que visem o melhor desempenho do corpo hospitalar em geral. Sendo essas ações inexistentes, a equipe médica é obrigada a tratar as enfermidades após a proliferação no meio social em vez de uma prevenção e, consequentemente, dificulta a garantia de um direito inalienável, como a saúde.

Além disso, é importante mencionar a incompreensão da sociedade na questão da importância de hábitos higiênicos, a qual colabora para o retardamento da contenção dessas pandemias. Segundo o cientista norte-americano Robert Putnam, com o Capital Social, é notável que quanto menos a população atua no funcionamento das engrenagens sociais, maiores são as problemáticas desse meio. Nesse contexto, é perceptível que a população é incoerente a tais pensamentos, na qual apenas uma minoria segue os direcionamentos impostos pela Organização Mundial da Saúde no que se refere à essas medidas. Desse modo, as novas doenças transmitidas pelo indivíduo tornam-se fatores de risco, logo, é necessário haver o engajamento da sociedade no intuito de conter a disseminação.

Logo, levando em consideração esses aspectos, o Poder Executivo juntamente com o Ministério da Saúde devem promover a criação de projetos que tenham como finalidade desenvolver pesquisas científicas e melhorias na tecnologia aplicada aos procedimentos hospitalares, realizadas por intermédio de investimentos nesse setor, bem como aprimorar técnicas medicinais, visando obter maior desempenho na medicina preventiva de qualidade. Ademais, é viável a exigência imediata da cooperação da população, recorrendo a conscientização em massa por meio dos postos básicos de saúde de cada município, realizando debates nas mídias sociais. Assim,  amenizar-se-á tal cenário.