Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 31/03/2020
A todo momento, alguém, em algum lugar morre de alguma doença. Varíola, Malária, e mais atualmente, a altamente noticiada, o Coronavírus. Sabe-se que o medo de algo só existe como mecanismo de proteção humano, mas só é intensificada pela apreensão de que algo que já tenha acontecido ou noticiada. Sendo assim podemos afirmar que não é culpa da população se apavorar com as novas pandemias e consequentemente causar tantos transtornos, e podemos também evidenciar a falta de parcialidade com as informações sensacionalizadas, Fake News e falta de preparo do mundo em geral para lidar com isso.
Segundo o dicionário Michaelis, uma epidemia é uma enfermidade temporária que ataca muitas pessoas ao mesmo tempo em certa localidade. No caso isso se adéqua ao que aconteceu recentemente em Wuhan, China, marco zero do Coronavírus, conhecido também como Convid-19, o que gerou um surto que se propagou pelo mundo nos últimos 3 meses. Até aí não há nada de novo,afinal nos últimos 80 anos a China foi palco do começo de mais de 4 grandes pandemias.Dentre elas: O SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), A (H5N1), a gripe de Hong Kong e o próprio Convid-19. Mas não é por isso que há toda essa comoção. No período correspondente a essas doenças nenhum país declarou quarentena e nem o mercado mundial foi abalado do dia pra noite. Foram períodos que apenas passaram. Mesmo assim, hoje os meios de comunicação estão tão rápidos, que no mesmo dia do surgimento da doença, quase o mundo todo já sabia.
O grande problema foi a forma de propagar essas noticias, já que realmente a doença é perigosa, mas tem menos letalidade que a gripe comum, Ebola e até a Dengue, e mesmo dessa forma, os posts e mensagens insistem em afirmar de forma deliberada que é" o fim do mundo", e aterrorizar a população que movida pelo medo começa a acreditar em qualquer coisa que ouve.
A conclusão que podemos ter então é que para evitar esse tipo de incidente, os governos globais devem cooperar em prol de planos para evitar futuros contágios dessa forma e sua propagação, assim como se esforçar para evitar informações inflamadas sobre a situação e fazer campanhas, preferencialmente por redes sociais e streamings, em prol do combate e conscientização não só das epidemias e pandemias, mas todas as doenças. Dessa forma a população estará preparada para lidar com o máximo de cenários possíveis com essas doenças e poderá evitar momentos como o que temos hoje.