Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 30/03/2020
Apesar de vivermos na era da globalização e tecnologia, observamos um absoluto despreparo por grande parte da sociedade no que se refere ao lidar com epidemias e, ainda, com pandemias contemporâneas. A falta de esclarecimento aliado ao abuso de informações incoerentes que circulam nas redes sociais favorecem o surgimento de uma histeria coletiva.
É praticamente inexistente o preparo de crianças e adolescentes nas escolas quanto a possíveis situações epidêmicas que possam ocorrer mundo à fora. São muitos os tipos de vírus, como os de influenza H1N1, conhecido como gripe suína, que acometeu o Brasil em 2009, e até mesmo o vírus HIV que matou inúmeras pessoas na década de oitenta e permanece atingindo muitos indivíduos até hoje; sendo, dessa forma, imprescindível, o estudo sobre os mesmos por nossa população.
É válido salientar, ainda, que as famosas “fakes news” têm prejudicado demasiadamente o noticiário sério e responsável, fazendo com que o caos seja instalado nos diversos continentes. As manchetes, vídeos e áudios mentirosos que circulam nos mais variados meios de comunicação, assustam e causam pânico em cidadãos não esclarecidos, que por sua vez, reenviam o conteúdo errôneo, numa corrente infinita e perigosa.
Faz-se necessário, portanto, que os governantes maiorais, no caso do Brasil, o Governo Federal, aliado aos Governos Estaduais, apliquem campanhas de esclarecimento à população, com o auxílio de profissionais da saúde, em propagandas, panfletos e eventos locais, como palestras nas Unidades Básicas de Saúde para que a comunidade aprenda sobre os cuidados necessários para combater a proliferação da doença e, também, aprenda a identificar as “fakes news”, barrando as informações ilegítimas e colaborando para o fim da epidemia. Outrossim, a aplicação de uma disciplina específica para orientação nas Escolas, com profissionais da área, qualificados, ajudará a mitigar tal problemática.