Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/06/2020
O livro “A história e suas epidemias”, do médico Stefan Cunha, alega como a espécie humana tem lidado com o ataque de microrganismos que habitam o planeta a milhões de anos. Atualmente, mesmo após os avanços da medicina e o conhecimento sobre os motivos de muitas endemias, epidemias, pandemias, a recorrência de algumas doenças tem assustado a população brasileira. Nesse cenário, há inúmeros desafios que o Brasil precisa vencer para impedir a propagação de males, principalmente por caráter de país tropical, acrescido da falta de saneamento básico.
Diante disso, cabe analisar como surgem os microrganismos responsáveis por disseminar doenças entre populações. Para tanto, David Quammen relatou, por meio de seu livro “Contágio”, que a maioria dos vírus e bactérias que infectam humanos tem origem em animais silvestres ou domésticos, a exemplo dos vários tipos de Influenza vindos de aves silvestres. Ademais, países de clima tropical, como o Brasil, e com precário saneamento básico, contribuem para a proliferação de vetores e agentes etiológicos. Paralelamente, a globalização, com suas várias redes de conexão entre pessoas e lugares, facilita a bioinvasão de espécies e, portanto, a dispersão de enfermidades.
Nessa discussão, outro fator determinante é o de que epidemias e pandemias trazem inúmeras consequências, além da morte de milhares de pessoas. Sob tal ótica, manifestam-se as disparidades econômicas entre as classes sociais, visto que a superlotação dos hospitais não consegue atender à demanda, ou seja, a renda torna-se decisiva na garantia de atendimento médico particular. Além disso, devido ao conceito de “Lei da oferta e da procura”, do economista Adam Smith, os preços do mercado se autorregulam, isso significa que, diante crises mundiais, há baixa busca por certos produtos, acarretando no aumento de seus preços.
Assim, o controle de epidemias no país é um grande desafio devido às condições climáticas locais e à precariedade sanear. Logo, faz-se necessário adotar políticas públicas que diminuam a probabilidade de contágio e transmissão entre pessoas, impedindo a evolução de uma epidemia para pandemia. Para tanto, o governo, junto ao Ministério da Saúde, deve assegurar políticas de curativas e preventivas, como o investimento em pesquisas médicas, aplicação de vacinas gratuitas e hospitais com funcionários capacitados e de infraestrutura adequada, a fim de imunizar os não infectados e curar os doentes. A Vigilância Sanitária é responsável, também, em controlar espaços públicos aglomerados, sendo passíveis de multas, e a entrada de visitantes nas fronteiras e aeroportos, recomendando-se o isolamento voluntário durante certo período para alegar a presença ou não da doença. Dessarte, garantindo a saúde da população.