Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 30/03/2020
No livro “A peste”, de Albert Camus, é retratada a história de uma doença que acontece em uma pequena cidade da costa argelina, na década de 1940. Nesse viés, a narrativa foca no personagem Reiux, um médico que tenta conter o vírus, mas sem sucesso, que se alastra e vira uma epidemia, com a morte de dezenas de pessoas, a população acaba entrando em estado de histeria coletiva. Fora da ficção, o reaparecimento de doenças erradicadas torna-se comum na contemporaneidade: diariamente a população recebe falácias sobre a forma de prevenção mais segura (vacina), que como consequência, aumenta o índice de infectados.
A priori, as populares “fake news” tem influência direta no ressurgimento das epidemias. Sob esse prisma, o trabalho publicado por um médico britânico em 1998, o qual o cientista dizia que a vacina contra rubéola, sarampo e caxumba (MMR) causava autismo, exemplifica bem o problema. Posteriori a publicação do artigo, foi comprovado que os dados utilizados na pesquisa forma falsificados, o que torna ela uma farsa. Nesse sentido, oriunda-se um falso pensamento na população, que faz com que ela deixe de se imunizar.
Consequentemente, o número de pessoas contaminadas tem tido um crescimento exponencial, transformando uma epidemia em pandemia. Tal cenário torna-se notório, após o dado divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em que eles afirmam que mais de 700.000 pessoas foram infectadas pelo novo corona vírus. Sob essa ótica, para que o quadro não se torne mais catastrófico, a sociedade deve seguir as medidas de segurança, que são: isolamento social (quarentena), higienização pessoal e de objetos.
Ora, portanto, é mister que providências sejam tomadas para evitar novas epidemias no mundo contemporâneo. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Saúde em parceria com a imprensa digital, faça campanhas nas redes sociais, por meio de patrocínio estatal, conscientizando e alertando a população sobre a importância de se vacinar, e que isso irá proteger elas e o mundo todo. Somente assim o problema será resolvido, evitando que aconteçam situações semelhantes as que Albert Camus narra, em “A peste”.