Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/04/2020
As doenças estão em convivência com o ser humano desde o início da vida, uma vez que esse é um fator de determinação na evolução de espécies. Entretanto, o decorrer dos anos gerou na população um pânico sem controle quando enfrentam uma enfermidade, pelo fato de que, conforme Freud, essa histeria é causada pelo choque de realidade entre a verdade e o que as pessoas concluem como certas, ou seja, esperam um mal maior do que realmente é. Desta forma, a histeria social, em virtude de epidemias, gera diversos desafios, como a dificuldade na identificação da cura e controle de disseminação, os quais acontecem por um déficit de informação e uma falsa segurança.
Como supracitado, a insuficiência informacional acarreta em dificuldades ao combate das epidemias, principalmente. Devido a globalização, as informações circulam rapidamente, todavia, nem sempre carregam consigo a verdade. Por conta dessa viabilização de informação, o senso comum prevalece, ou seja, desvaloriza a ciência. Além disso, a situação vivenciada atualmente do corona vírus não está sendo comparada pelos cidadãos às endemias passadas, como o Ebola e a Aids. Diferente do que pensam, as patologias controladas trouxeram sim problemas econômicos, mas não nesse âmbito, o que preocupa a sociedade em geral. Entretanto, essa falta de preocupação com a vida, causada pela escassa informação histórica, pode gerar um contexto igual de 1919, em que a Gripe Espanhola matou mais de 20 milhões de pessoas. Assim, Santayana nunca esteve tão convicto em seus princípios, uma vez que menciona o fato de que o não conhecimento do passado desencadeia em sua repetição.
Outrossim, a falsa sensação de segurança é mais uma questão que impede a resolução das endemias. Com o caso do COVID-19, a nação brasileira ficou em choque com o índice de mortes na Europa, visto que não esperavam essa tragédia - reforçando Freud - o que provocou o estocamento de alimento, álcool e máscaras, assim como medicamentos não comprovados como profilaxia. Ademais, esse pensamento egocêntrico de que o importante seria “eu não estar doente”, causa hospitais lotados, o qual reduz a possibilidade de identificação de quem realmente precisa. Dessa maneira, o conceito de Cobain de que o homem é seu próprio parasita é uma forma de explicar a histeria populacional, já que todos querem o para si e acabam prejudicando todos.
De acordo com Newton, um corpo mantém inércia até que ajam sobre ele. Dessa forma, torna-se imprescindível a aplicação de forças para amenizar os desafios e a histeria, como a utilização de políticas públicas, em forma de propagandas televisivas, por conta do Governo, assim informando a população. Ademais, a Justiça Federal, juntamente da polícia, deve estabelecer uma medida de isolamento extrema, assim controlando a disseminação e o medo “falso” dos cidadãos.