Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 31/03/2020
Pandemia
Ao afirmar em sua célebre canção, “O tempo não para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato ele estava certo, pois as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados á histeria coletiva, não são um problema atual. Desde a revolta da vacina em 1904, onde a população pobre acreditava que a vacinação seria feita para matá-los por estarem sendo forçados a tomarem. De mesmo modo, na atualidade, as dificuldades ainda persistem, seja pela sonegação de informações por parte de governos ou pela falta de educação higiênica.
Em primeiro lugar, é perceptível que o Poder Público falha em cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que facilita a continuidade dos histerismos epidêmicos atuais. Porém, de acordo com a constituição é direito da população obter informações sobre questões relacionadas a saúde pública, como uma pandemia. Tal fato demonstra uma grande incoerência já que existem várias casos de ocultação de informações ou a extrema demora em avisar a população nacional e internacional, como do governo Chines sobre o COVID-19 ou a SARS (Síndrome respiratória aguda grave).
Em seguida, como já dizia o personagem de Machado de Assis, Brás Cubas, “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. De modo que ele tinha razão, nenhum pai merece saber que seu filho morreu por falta de uma simples prática sanitária, como lavar as mãos ou cobrir a boca durante um espirro. Consequentemente, estes atos perduram o medo epidemico, que segundo a “Exame.”, chegaram a 780.000 infectados por Coronavírus por todo o mundo. De fato países com culturas relacionadas a higiene, como o uso continuo de mascaras, não tocar em outras pessoas sem necessidade, como no Japão, tem o numero de infectados controlados.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Saúde, por meio do Ministério da Educação, deve criar desenvolver uma disciplina específica e obrigatória para todas as escolas públicas e particulares, para ensinar os alunos habitos de higiene, prevenção e como agir em casos de epidemias e pandemias, como lavar as mãos, uso de proteção individual, ficar em casa, etc. De tal modo, que poderá ser executado na grade comum curricular, sendo executada por professores ou profissionais de saúde em tempo vago. Nesse sentido, o intuito de tal ação é criar os hábitos higiênicos necessários para que a população previna a histeria diminuindo o numero de infectados. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pos, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.