Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 30/03/2020
Já preconizava Jean-Jaques Rousseau “ o homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado” e tal frase corrobora a atual conjuntura brasileira, pois tornou-se corriqueiro observar nos meios de informações o crescente aumento com relação aos surtos de epidemias e disseminação de notícias falsas, atrelados a focos de histerias coletivas, mazelas sociais que cercam a sociedade e que dão a sensação de acorrentamento. Desse modo, vale ressaltar o impacto das fake news mediante aos surtos epidêmicos.
Indubitavelmente o advento da Revolução Industrial vinculado a Guerra Fria, trouxeram inúmeros benefícios para a sociedade, tais como a criação de computadores e à internet. No entanto, por não ter órgãos regulador que fiscalize de modo eficaz o que é divulgado nas redes de computadores, faz com que conteúdos em massa se propaguem exponencialmente, ocasionando uma tensão psicológica na esfera social. Por isso, é necessários repensar os valores transmitidos por meio das gerações, para que aos poucos se encontre no ostracismo.
Além disso, é verdade que o ser humano é capacitado de conhecimento e sempre busca por constantes inovações. Entretanto, essa mesma capitação concebe ao indivíduo - quando julga necessário - se auto medicar, criando bactérias super resistentes e o excesso dessas informações fazem com que mesmo sem perceber adquira falsos sintomas, que é caracterizado como histeria coletiva. Por isso, aceitar essas ações nefastas é o mesmo que adquirir ao corpo social, a cegueira branca de José Saramago.
Levando em consideração os argumentos supracitados, somos levados a acreditar que medidas urgentes e eficazes devam ser tomadas a fim de minimizar os impactos já sofridos. Assim, compete a mídia devido ao seu alcance, divulgar informações concisas atrelados a programações exclusivas que abordem todos os dias, o debate em questão, para que assim não hajam mais surtos de histerias coletivas. Por fim, contrariando Rousseau, o homem nasceu livre, mas não viverá acorrentado.