Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 06/04/2020

As epidemias e pandemias assolaram a humanidade ao longo da história por diversas vezes, peste bubônica, gripe espanhola, dengue, AIDS e recentemente o Coronavírus. Iniciado em Wuhan, na China, o Coronavírus foi considerado uma epidemia pela Organização Mundial de saúde (OMS) após diversos casos regulares de pneumonia serem registrados na região e uma pandemia após chegar a diversos países por conta de sua rápida transmissão, facilitada pela globalização e alta locomoção de pessoas dos dias de hoje. Como era de se esperar, o vírus chegou ao Brasil, com o primeiro caso registrado no final do mês de fevereiro, o que causou desespero e assustou a todos.

Por conta da alta locomoção de pessoas entre países, o vírus se espalha com mais facilidade, assim o Brasil teve sua primeira ocorrência no Estado de São Paulo, trazido por um homem que o contraiu em uma viagem da Itália (um dos países com mais casos registrados). De acordo com o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, o vírus ainda não atingiu seu ápice no país, e de acordo com Silvio Brussaferro (chefe do instituto superior de saúde da Italia) o vírus ainda não atingiu o ápice na Itália. Os países ao redor do globo estão utilizando diversas maneiras pra conter o avanço da doença, como exemplo mais severo temos o isolamento horizontal, técnica utilizada pelo Brasil, que já tem mais de onze mil infectados e quase quinhentas mortes registradas domingo desse mês (5)

A histeria coletiva é um fator que agrava a contaminação em casos de epidemias. Após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado estado de emergência, a procura por itens de higiene pessoal (por exemplo: papel higiênico, sabão, gel, máscaras e luvas) aumentaram muito, assim fazendo com que esses produtos ficassem em falta nas prateleiras de mercados e farmácias.  Algumas pessoas, por conta do desespero, compram em excesso certos produtos para fazer um estoque em sua casa, porém acabam ajudando indiretamente na contaminação de mais pessoas, pois estas ficaram sem recursos para se prevenir. Por conta desse fator, donos de mercados e farmácia se aproveitam da alta  procura desses produtos e colocam preços abusivos neles, para assim terem lucro com a situação, porém, por conta dos altos preços, muitos não têm a condição financeira de comprar os produtos.

Para essa situação a população deveria se conscientizar e ter empatia pelo próximo, comprando apenas o necessário para uso próprio e não em excesso. O governo, além de fazer campanhas de conscientização, deveria fazer programas de ajuda financeira e doação de produtos básicos de higiene para pessoas carentes. As escolas deveriam ensinar as crianças o que fazer e como se comportar em situações desse tipo, para assim, a população não ter os mesmos problemas em epidemias e pandemias futuras.