Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

A trilogia “Legend”, escrita pela americana Marie Lu, é uma distopia que, durante seus três livros, mostra a ação de uma doença não identificada que assola a República da América, uma nova versão dos Estados Unidos criada pela autora. Fora do tablado ficcional, a população mundial vivenciou e continua vivenciando epidemias ao longo da história, contudo, por efeito da globalização casos de histeria coletiva são mais presentes, devido ao auxilio da internet e do fluxo informacional vigente.

Primordialmente, deve-se entender que epidemia é um surto periódico de uma doença infecciosa em determinada região. Isso ocorre, principalmente, quando a imunidade a um patógeno já estabelecido ou novo é subitamente reduzida. Diante disso, com a globalização no seu auge e possibilitando o traslado de pessoas entre diferentes países do mundo, o sistema imunológico dos indivíduos é exposto a novas formas de agentes causadores de enfermidades que podem se manter vivos durante dias no corpo humano. Sendo assim, ocorre, junto com o grande movimento de pessoas, um fluxo de males migrando para outros lugares ao redor do mundo, causando focos de surtos epidêmicos que podem se tornar uma pandemia. A exemplo, observa-se a situação atual em relação ao COVID-19, conhecido como coronavírus, que teve sua origem na China e transmigrou para os demais territórios mundiais.

Ademais, ligado a mundialização, nota-se o aumento da histeria coletiva quando se fala de epidemias, principalmente na atualidade, já que a internet é um grande vetor de notícias e o fluxo informacional cresce a cada dia. Diante disso, quanto maior o número de informações, verdadeiras ou não, fornecidas a uma nação despreparada, maior será o histerismo populacional. Sigmund Freud, criador da psicanálise, vai chamar essa reação humana de “neuroses da ansiedade”, mostrando que o aparecimento dessa emoção se relaciona com situações de perigo ou traumáticas. Sendo assim, é normal que em meio a crises epidêmicas o ser humano assuma uma postura histérica, pois tal atitude deriva de uma base biológica. Entretanto, conhecimentos não podem ser omitidos, o que o ser humano precisa fazer é desenvolver o controle de suas emoções em momentos de surtos.

Em síntese, epidemias contemporâneas e sua relação com a histeria coletiva se impulsiona devido à globalização. Dessa forma, é dever da população aumentar suas práticas de saúde quando ocorrer o traslado entre países, por meio de atualização dos exames médicos e incremento dos métodos de higiene, assim, o fluxo de novas epidemias seria evitado e não haveria interferência na mundialização. Além disso, é obrigação dos órgãos governamentais e da mídia fornecerem uma educação adequada do problema vigente para a população, por meio de comunicados televisionados e informações online, assim o povo teria esclarecimento, dimensão do transtorno e não atrapalharia a adoção de soluções.