Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 10/04/2020
Durante a Idade Média, a peste negra causou grande medo à população humana da época devido à grande quantidade de mortes que houve e à falta de conhecimento sobre a prevenção dessa doença. Atualmente, com a grande urbanização, certas epidemias têm criado certa histeria coletiva, desta feita, levantam desafios como o enfrentamento da propagação de notícias falsas e a falta de conscientização da população em relação a medidas profiláticas.
Convém mencionar, a priori, que a histeria coletiva proporcionada em epidemias contemporâneas é estimulada, sobretudo, pela alta propagação de notícias falsas. Isso acontece porque a tecnologia da informação alcançou, nos dias atuais, o seu ápice em relação à democratização e à disseminação de notícias. Tal fato pode ser relacionado ao aumento da histeria coletiva, pois a quantidade de informações que circulam nas mídias aumentou grademente, e de acordo com o site de notícias G1, boa parte das notícias com conteúdo enganoso são feitas para provocar certa agitação social. Logo, muitos cidadãos são levados ao pânico desnecessariamente. Dessa forma, percebe-se que é necessário conter essa onda de informações enganosas que circulam os meios informativos atuais.
É válido mencionar, ainda que outro fator agravante da histeria coletiva é a falta de consciência da população em relação a medidas de prevenção de certas infecções. Tal conjuntura se mostra relevante uma vez que o combate a pandemias acontece, muitas vezes, com a adoção de costumes simples, como a adoção de hábitos higiênicos. Essa ação pode ser explicada pelo filósofo contemporâneo Michael Foucault, o qual diz que nosso comportamento é regrado pela sensação constante de vigia. Analogamente, ao passo que esses hábitos são adotados, eles são ligeiramente abandonados, pois com a diminuição dos impactos da epidemia, a vigia cessa e, consequentemente, os hábitos recém adquiridos somem.
Entende-se, portanto, que o enfrentamento da histeria coletiva é primordial na contemporaneidade. Por isso, é necessário que o Governo Federal fiscalize o máximo de notícias possível, e ateste a veracidade delas. Tal medida pode ser tomada a partir da criação de um selo virtual que veiculará junto daquelas notícias cuja credibilidade é devida, para que menos pessoas possam ser afetadas pela propagação de notícias falsas. Paralelamente, é necessário que organizações não governamentais conscientizem a população sobre medidas de prevenção de infecções. Para isso, elas devem contar com a ajuda da mídia para disseminar constantemente e incessantemente diferentes formas de profilaxia em comerciais curtos, assim serão impetrados na sociedade costumes que tenderão a ser cada vez mais fortes.