Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 06/04/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, é considerada epidemia quando o número de indivíduos doentes ultrapassam o número esperado pela região. Dessa forma, doenças que surgem na contemporaneidade, em um determinado lugar, possuem mais facilidade de se tornarem epidêmicas, pois elas não apresentam tratamento imediato que evita a disseminação, e elas contêm hospedeiros de outras localidades, devido à globalização, assim, auxiliando na infecção de outras zonas. Decorrente disso, o medo, por causa da falta de informação sobre a essas doenças; e a mídia, que transmite conteúdo desenfreado , são desafios, os quais colaboram para a histeria coletiva.
A princípio, para Platão, filósofo da antiguidade, no Mito da Caverna, as pessoas viviam dentro da caverna, devido ao medo do que havia fora dela. Esse pensamento platônico, na contemporaneidade, descreve o comportamento de algumas pessoas no período de epidemia, pois elas por medo das consequências da doença “trancam-se” nas suas “cavernas imaginárias”, nas quais nenhuma informação sobre o agente epidemiológico pode “entrar”. Desse modo, essa atitude impede que o indivíduo possua conhecimento a cerca da importância de saber a respeito dessa patologia, a fim de prevenir-se da contaminação e de evitar a transmissão para outros. Além disso, essa ação está relacionada diretamente com a histeria coletiva, sendo isso, prejudicial a saúde porque causa ansiedade, preocupação, dor de cabeça, náusea, estresse.
Outrossim, segundo Mário Sérgio Cortella, sociólogo brasileira, a mídia é um corpo docente de uma sociedade. Ou seja, essa instituição é capaz de assumir o papel do educador. Entretanto, o poder midiático pode executar essa função de forma negativa para a população, na ocasião de epidemia, por meio da transmissão desenfreada de noticiários relacionados à doença. Desse modo, essa divulgação de conteúdo, muitas vezes, só tem a intenção de disseminar rapidamente a situação, sem nenhum filtro que auxilia a manter a sociedade estável, assim, potencializando a histeria coletiva.
Portanto, medidas são necessárias para evitar os desafios relacionados à histeria coletiva, causada pelas epidemias contemporâneas. Para isso, o governo dos países, que enfrentam o agente epidemiológico, para diminuir o medo entre as suas populações, deve criar estratégias que auxiliam a “entrada” de informações adequadas da doença sem causar medo nas “cavernas imaginárias”, por meio da contratação de profissionais da saúde, com o intuito de prevenir a infecção desses indivíduos. Além disso, os Estados dos mesmo países, a fim de impedir a divulgação de notícias sem filtros, deve criar uma lei que multe os programas que utilizam a mídia para disseminar informações que não possuem viés infromativo adequado, através do Poder Legislativo, assim, visando à estabilidade social.