Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 08/04/2020

Epidemia pode ser definida como uma concentração de casos de uma doença em um mesmo local de forma acima da média esperada. Quando a região atingida é despreparada para enfrentar àquele problema, surge o perigo de causar histeria coletiva e gerar mais dificuldades para a restaurar a saúde da população.

Diversos são os fatores causadores de epidemias. No Brasil, o clima tropical favorece algumas delas, tais como a dengue e a gripe, quase que de forma periódica. Assim, as autoridades da saúde conseguem controlar de maneira rápida e estas doenças, por conseguinte, não geram pânico na sociedade brasileira. Neste sentido, a Organização Mundial de Saúde afirma de maneira contundente que este país possui um sistema de saúde forte e competente para conter epidemias.

Analisando o contexto atual em que o mundo sofre com a pandemia do vírus covid-19, é imperioso ressaltar ainda mais a imprescindibilidade de haver uma estrutura no sistema de saúde para conter situações extremas. Hoje, cerca de metade da população mundial está sob recomendação de isolamento social e tal conduta, aliada ao bombardeamento de notícias ruins sobre o vírus, tem causado sérios problemas psicológicos nos indivíduos.

Neste turno, a mudança abrupta da rotina em conjunto com o sentimento de alerta são as causas para diversos efeitos colaterais na saúde mental da humanidade, podendo acarretar no que se chama de “histeria coletiva”. Segundo o psicanalista Freud, a histeria pode ser causada por vivências traumáticas reprimidas e é fato inequívoco que as pessoas do mundo todo sofrem um grande momento de estresse, que pode desencadear, dessa forma, um surto desse transtorno psicológico.

Isto posto, o período em que o planeta vive demonstra a importância de haver cooperação entre os atores sociais do mundo inteiro - Estados, organizações governamentais e não governamentais - em prol da saúde pública em tempos de epidemias, principalmente se estas atingem níveis globais da população. Essa força-tarefa pode ser realizada através de fomentos em pesquisas para manter o desenvolvimento da medicina.

Ademais, é importante que cada um desses atores sociais se comprometam dando assistência dentro dos seus respectivos países para a criação ou qualificação no sistema de saúde pública, seja na infraestrutura e no apoio psicológico daqueles indivíduos que necessitam, seja nas campanhas de prevenção de doenças. Dessa forma, é possível conter epidemias e evitar histerias coletivas.