Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/04/2020
Há diversas epidemias na contemporaneidade no Brasil, mas uma das principais é a COVID-19, surgida em 2020 no país, é causada pelo Coronavírus, ou seja, um tipo de vírus que causa infecções respiratórias. Essa doença trouxe inúmeros desafios para a nação causados pela histeria da população relacionada à rápida disseminação da patologia. E esses entraves são, sobretudo, a desinformação da sociedade sobre a doença e a individualidade gerada nesse cenário de instabilidade.
A princípio, no livro “Um diário do ano da peste”, do escritor Daniel Defoe, é narrado o desespero da população causado pela disseminação da Peste Bubônica, em Londres, no ano de 1665. Nessa obra, um dos relatos é sobre o oportunismo de “curandeiros”, em aproveitarem o caos, para disseminarem a cura da doença com poções milagrosas. De maneira análoga, o cenário instaurado, no Brasil, com a propagação do Coronavírus, também é favorável ao surgimento desses perfis, já que eles aproveitam a desinformação da população, por exemplo, em saber se há métodos bloqueadores do vírus no organismo, para espalharem as suas mentiras, como ocorreu em um caso na cidade de São Paulo, no qual um falso médico divulgava, em vídeos na internet, um suposto medicamento “protetor’ da epidemia. Essa facilidade encontrada por esses charlatões está atrelada à falta de criticidade da população, muitas vezes, em sempre questionar as informações propagadas, sobretudo, na internet, posto que esse é um meio muito propício à disseminação de falsas ideias, infelizmente.
Além disso, no filme de ficção “O poço”, é narrado um universo distópico, no qual em uma espécie de prisão, os indivíduos que estão nos primeiros andares do poço são alimentados com um banquete, enquanto os últimos níveis só comem, se aqueles deixarem alimento para estes, o que não acontece. Fora do tablado ficcional, percebe-se que a disseminação do Coronavírus no país descortinou essa individualidade em questão no filme, já que muitos indivíduos, inseridos em uma perspectiva de histeria coletiva e preocupados com a rápida disseminação do vírus, apresentaram um forte egoísmo com a condição do outro. Desse modo, o que se percebeu foi a intensa compra de álcool gel, por exemplo, já que é um meio de prevenção à COVID-19, de modo excessivo, e a despreocupação se ainda haveria mais produtos para as outras pessoas que ainda não tivessem adquirido comprarem.
Portanto, a fim de que a população tenha uma formação conscientizadora sobre a epidemia, o Ministério da Saúde com a mídia devem alertar as pessoas sobre a necessidade de sempre buscarem em fontes confiáveis informações sobre a doença e devem intensificar a importância de comprarem apenas a quantidade necessária de produtos para a prevenção. Isso deve ser feito por propagandas televisivas em todos os horários, já que é importante que toda sociedade seja esclarecida.