Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/04/2020
O pânico dos brasileiros em 2017 diante da Febre Amarela resultou nos assassinatos significativos de macacos, apontados equivocadamente como transmissores. Isso exemplifica os desafios existentes para enfrentar a histeria coletiva nas epidemias atuais. Esses obstáculos são evidenciados não só pela desinformação, mas também por uma falta da cidadania.
Segundo o filósofo grego Platão, a “Alegoria da Caverna” mostra que os indivíduos estão presos na caverna por sua própria ignorância, e somente a racionalidade leva ao mundo real. Após analisar tal pensamento, evidencia-se o papel de informar a população sobre epidemias, pois a “caverna populacional” é o quadro histérico. Em contrapartida, habitantes com conhecimento dos métodos prevencionais das patologias contribuem tanto ao realizarem as práticas para combater epidemias, quanto à neutralização de futuras disseminações exageradas. Atualmente, conscientizar é um desafio importante como encontrar curas clínicas.
Ademais, a cidadania enquanto conjunto de práticas visando benefício geral são eficazes ao erradicar epidemias. Um exemplo claro disso é o SUS, que promove campanhas para vacinação populacional, levando a pactos sociais , pois uma pessoa cuida da saúde individual e geral. Todavia, quando há recusa em tomar vacina, ela acompanha a ruptura da cidadania, juntamente ao descomprometimento para manter o bem estar coletivo. Isso possibilita ressurgir doenças que já foram antes combatidas, além de estarem mais adaptadas, tornando dificultoso liquidá-las, e, consequentemente, nascendo novos quadros epidêmicos.
A histeria coletiva pode agravar as epidemias. Para combate-las, o Governo Federal deve produzir vídeos mostrando as doenças de notificação compulsória e como preveni-las. Também, a mídia precisa alertar os habitantes para práticas coletivas de saúde, entrevistando médicos e cientistas, visando conscientizar acerca dos benefícios da vacina.