Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 03/04/2020
A Revolta da Vacina ocorreu no Rio de janeiro, em 1904, a qual evidenciou a necessidade da população receber doses medicamentosas recomendadas pelos especialistas da época. No entanto, as pessoas se recusaram com receio da higienização que alegavam utilizar. Hoje, é notório que as epidemias que assolam o território brasileiro são fatores cruciais para o aumento do número de enfermos frente aos desafios tangentes à esfera sociopsicológica -histeria- coletiva em questão. Desse modo, é necessário um conjunto de engrenagens a fim de controlar as epidemias atuais, bem como a efetiva empatia social no intuito de estabelecer uma sociedade mais consciente no desafio biopsicosocial. Em primeira instância, a fim de se obter um lugar ausente de epidemias, vale ressaltar a Ilha de Utopia retratada pelo filósofo Thomas Mórus, a qual é um lugar idealizado onde não há enfermidades. No limiar do séc. XXI, infelizmente, há doenças que cercam a sociedade de tal maneira que os isolam do convívio social e os amortecem da inconstância que é viver. Assim, é inviável a questão do filósofo porque o Brasil é carente de saúde coletiva qualitativa, que assegure o domínio desde o ponto inicial patológico. Assim, a má qualidade da rede hospitalar pública, e o despreparo de uma parte dos profissionais que atuam a área, acentuam ao retardamento do sistema de saúde repleto de lacunas. Somado a isso, vê-se que o Brasil passa por impasses de saúde advindos de uma série de fatores essenciais para o convívio social. Tal questão é levantada porque uma parcela civil desconsidera a razão comunicativa postulada pelo sociólogo Habermas, a qual impera o uso do diálogo, visando o bem-estar social. Nesse viés, a empatia, a qual deve ser posta em prática a fim de reduzir os danos fisiológicos. Por exemplo, o uso de EPI’s nas ruas e, em lugares fechados, adjunto à ministração de vacinas, se faz necessário. Isso se dá, uma vez que tal massa é ciente disso, moléstias são impedidas de proliferarem social -como a redução dos casos de sarampo, segundo o Hospital Albert Sabin, em 2018-. Podendo assim, por sua vez, prezar por algo inerente à vida, - a saúde-. Portanto, medidas são necessárias para obter o controle das epidemias e seus desafios no que tange à histeria coletiva. Logo, o Ministério da Saúde, deve assumir seu papel de líder nacional de saúde e melhorar o sistema precário hospitalar. Para isso, uma verba maior dos impostos deve ser destinada a reparar estruturas e a capacitação dos profissionais em linha de frente dos casos. O objetivo é assegurar o domínio de tais doenças e assim, evidenciar a Ilha de Utopia por meio da efetiva e periódica análise de saúde pública. Ademais, a Mídia, em parceria com a OMS, deve alertar a sociedade sobre o uso da empatia para evitar a disseminação viral, por meio de intervalos freqüentes televisivos, que exibam a importância da autoprevenção a si e ao próximo. O intuito é conscientizar essa massa e felizmente, contrariar a posição da população retratada na Revolta de 1904.