Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 06/04/2020

Em 1918, ocorreu uma epidemia de gripe na Espanha que logo espalhou-se pelo mundo dando origem a uma pandemia que afetou 500 milhões de pessoas. No atual cenário mundial, as epidemias, como a dengue no Brasil, são problemas que têm gerado uma grande histeria nas sociedades, ocasionada, principalmente, pela desinformação acerca das doenças, assim como pela disseminação de notícias falsas nas mídias digitais.

Em primeira análise, a falta de informação acerca de doenças epidemiológicas é um dos principais fatores que causa a histeria numa população.  De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, a educação é o principal meio de conscientização. Nesse sentido, é notório nas atuais sociedades que há uma grande desinformação acerca, principalmente, de doenças, visto que não há informações acessíveis para todos os setores sociais. Esse fator contribui diretamente para a propagação de notícias falsas e, consequentemente, o aumento de cidadãos infectados por epidemias, o que gera histeria entre os cidadãos.

Em segunda análise, outro fator que contribui para a histeria coletiva em períodos de epidemias é a disseminação de notícias falsas nas mídias digitais. Segundo o Ministro da Propaganda Nazista, Joseph Goebbels, “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”. Nessa perspectiva, as chamadas “Fake News” agem de forma alienante nos cidadãos, visto que essas são compartilhadas sem que haja uma busca acerca da veracidade da notícia. Essa situação faz com que um maior número de pessoas receba essas informações e as tome como verdade, o que coloca em risco, em períodos de epidemia, a saúde dos cidadãos, aumenta o número de casos e causa um maior alvoroço nas sociedades.

Logo, torna-se necessária a participação do Poder Público para resolver essa situação. Inicialmente, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve realizar a criação de programas que distribuam informações sobre as doenças epidemiológicas mais comuns no Brasil, com uma linguagem menos técnica e mais acessível para todas os cidadãos do país, com o intuito de conscientizá-los. Além disso, o Ministério da Saúde deve criar sites e aplicativos oficiais com notícias verídicas acerca de epidemias, que apresentem informações com linguagem de fácil compreensão para que atinja todos os públicos, com o fito de diminuir a disseminação de notícias falsas e, consequentemente, diminuir a histeria nas populações.