Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
No início do século XX, a gripe espanhola matou milhares de pessoas em todo mundo. Dado o lapso temporal, percebe-se que algumas doenças de fácil contágio ainda estão presentes na sociedade, sem que haja para elas um tratamento eficaz, ou uma forma de prevenção realmente efetiva. Nesse contexto, e sabendo que a população tem dificuldade de lidar com essas crises de saúde, é válido analisar os desafios relacionados à histeria coletiva no lado econômico e no psicossocial causados pelas epidemias contemporâneas.
É importante destacar, antes de tudo, que, segundo a revista “Time”, a crise do Covid-19, uma doença que se espalhou por todo o mundo, fez as ações de empresas norte-americanas perderem 12% de seu valor. Isso se deve ao sistema capitalista vigente, no qual a especulação é uma das maiores formas de se investir. Tomando como base isso, e sem saber o futuro do planeta pós a doença, muitos investidores retiram seus investimentos. Esse fato leva muitas das empresas a uma grande depressão econômica. Além disso, muitos negócios têm que parar o trabalho, ou diminuir a demanda, para evitar uma maior propagação das doenças epidêmicas. Tudo isso, em conjunto, leva os países a uma grande crise econômica.
É importante destacar que, como ocorreu na China, o isolamento é uma das melhores formas de evitar a propagação de doenças de alto contágio. Em casos como esses, no qual toda a população deve se isolar em suas casas, não ir ao trabalho, colégios e faculdades, muitas pessoas acabam não conseguindo lidar com a situação de não conviver diretamente com outros indivíduos. Isso faz com que elas tenham problemas psicológicos, visto que o convívio e a socialização são de extrema importância para uma boa saúde mental.
Nota-se portanto que urgem formas de diminuir os danos causados pelos desafios de uma histeria coletiva frente a um caso epidêmico. O Governo Federal, municipal e estadual, pela função de gerar empregos públicos, bem como as empresas privadas, devem criar formas de trabalho alternativo, como o “Home Office”, que é o trabalho em casa e que pode ser muito benéfico com o auxílio dos meios tecnológicos, para que assim as pessoas permaneçam seguras em suas casas e não haja grandes perdas econômicas para os negócios. Além disso, é de extrema importância que as prefeituras, já que são responsáveis também pela saúde da população, aumentem os números de psicólogos e psiquiatras, por meio da contratação de novos profissionais, a fim de, no cenário pós doença, os afetados psicologicamente por questões de isolamento, por exemplo, tenham uma boa forma de tratamento para os danos em sua saúde mental.