Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

A epidemia é o aumento do índice de doentes, em determinada região, considerando-se acima do esperado para a doença. Tal fator atinge o Brasil contemporâneo que enfrenta, também, os desafios relacionados à histeria coletiva provocada. Nessa perspectiva, cabe analisar tanto a irresponsabilidade social, mostrada pelo desinteresse sobre as epidemias, quanto a influência midiática, em relação a população.

Em primeira análise, de acordo com o portal G1, os casos de dengue cresceram rapidamente, chegando até 339% no Brasil, em 2019. Essa pesquisa mostra que, apesar do grande avanço dessa problemática, a população se mostra despreocupada sobre o assunto, gerando assim um trama na saúde pública. Porém, dessa vez, a não preocupação sobre possíveis enfermidades que tais doenças podem gerar, acaba que sendo a grande responsável por milhões de vidas perdidas. Consequências essas provocadas por medidas simples não seguidas, ignoradas entre pequenos grupos, mas que tornam o combate contra a doença ainda mais difícil.

Em segunda análise, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, em seu livro “Pedagogia do Oprimido”, a sociedade se divide em duas, os opressores, pessoas que se denominam líderes, e os oprimidos, grupo ativo que segue as ordens ditadas pelos seus representantes. Essa grande influência descreve a mídia, meio de comunicação maior, como a principal fonte de controle entre a população, mostrando, sem filtrar de maneira correta, a informação dita como certa. Entretanto, essa falta de empatia promove o surgimento de doenças psicológicas, como a ansiedade e depressão, por exemplo, que já são bastantes comuns no Brasil atual, mas que, por essas consequências, acabam provocando uma histeria muito maior.

Observa-se, portanto, que a repercussão promovida tanto pela epidemia, na sociedade atual, quanto pela histeria provocada pela mesma, são problemas a serem enfrentados pelo Governo e Ministério da Saúde. Ao promoverem campanhas de conscientização, por meio de palestras e conversações sobre o assunto, e formação, para aquelas pessoas que tiverem o interesse de adquirir conhecimentos sobre o tema. Além de analisarem e chegarem a um acordo de como as informações serão distribuídas para a população, por meio de análises críticas feitas por profissionais especializados na área, para que, assim, se haja um melhor entendimento, por parte da sociedade, sobre a epidemia a ser combatida.