Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/04/2020

A globalização como encurtamento das distâncias permitiu um maior fluxo de pessoas, conhecimentos e mercadorias pelo mundo. Entretanto, no que se refere à saúde mundial, esse processo contribui, também, para a transmissão de agentes prejudiciais, como doenças e informações equivocadas acerca delas. Tais fatores contribuem significantemente para a histeria coletiva e o aprofundamento de epidemias. Dessa forma, é importante haver a divulgação adequada dos métodos preventivos e a conscientização da necessidade de adoção deles.

Inicialmente, cabe-se a análise de como a disseminação de informações erradas, conhecidas como Fake News, incide sobre a histeria coletiva. Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, a mídia, por ser um elemento sempre presente no cotidiano, atua como um corpo docente e, portanto, ensina e propaga uma grande parte daquilo que se toma como conhecimento. Assim, quando há a interiorização de informações falsas, existe o perigo dos indivíduos não procurarem outras fontes de referência e contribuírem para um pânico generalizado e, em virtude disso, transmitirem ainda mais as doenças ou se infectarem.

A fim de que essa desinformação e histeria sejam menores, é necessária a orientação eficaz da população acerca da doença epidêmica. De acordo, com o sociólogo Paulo Freire, a educação atua como transformador social ao conscientizar o indivíduo sobre a sua situação. Nesse sentido, quando houver o esclarecimento das formas de contágio, dos métodos preventivos e a atualização constante sobre o cenário da epidemia, existirá maior segurança por parte da população, evitando-se a histeria e promovendo-se um maior controle da transmissão da doença.

Logo, é imprescindível que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) promova campanhas que expliquem os pontos principais da doença (como é transmitida, como prevenir e, se houver tratamento, como tê-lo), isso deve ser feito pela televisão, por cartazes em transportes públicos e nas mídias sociais, para que haja a disseminação de informações corretas e, evite-se, assim, a histeria da população. Paralelamente a isso, o Governo deve criar plataformas virtuais de dúvidas, visando elucidar questões frequentes. Além disso, o Ministério da Saúde deve disponibilizar meios práticos de identificação de pessoas infectadas, como kits e médicos disponíveis para efetuar essa análise no Sistema Único de Saúde (SUS).  Dessarte, será possível diminuir a histeria e controlar o avanço da epidemia.