Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/04/2020
É perceptível que, na Idade Média, a peste negra foi considerada uma das maiores epidemias da época, visto que atingiu um grande número de pessoas. Nessa lógica, é necessário analisar que as aglomerações urbanas e péssimas condições de higiene contribuíram para a proliferação da doença e, consequentemente, sentimento de pânico para toda a população. Com isso, nota-se a importância de ter conhecimento sobre o surgimento de novas enfermidades para minimizar os efeitos causados na sociedade. Nesse viés, compreende-se que, devido ao aparecimento de novas epidemias, a abrangência da doença e a mudança na economia são motivos de histeria coletiva.
Inicialmente, é importante entender que precárias condições de higiene são, muitas vezes, responsáveis pela abrangência das doenças, visto que a população negligencia as orientações sobre questões sanitárias. Nessa perspectiva, é válido ressaltar o artigo 6º da Constituição Federal, é dever do Estado garantir alimentação, educação e saúde para os cidadãos, ou seja, é cabível às autoridades governamentais o fornecimento de saúde de qualidade para as pessoas, principalmente, através da melhora de saneamento básico e das condições de higienes. Visto isso, nota-se que as aglomerações urbanas, também, impulsionaram a proliferação das doenças que, por conseguinte, causa preocupação na população, devido a grande quantidade de pessoas que podem ser atingidas.
Outrossim, é preciso pontuar que a mudança na economia pode ser uma das consequências do surgimento de novas epidemias no mundo contemporâneo e ser motivo de um sentimento de pânico coletivo na população, visto que uma mudança drástica na economia, muitas vezes, afeta a sobrevivência das pessoas. Nessa lógica, é válido mencionar a epidemia do Covid-19, Coronavírus, que, com a adoção de medidas de isolamento social, afeta diretamente a economia dos países e pessoas com baixo poder aquisitivo sofrem por não conseguir dinheiro. Dessa forma, percebe-se a necessidade de atuação do governo para a garantia de saúde e auxílio financeiro para pessoas mais afetadas economicamente.
Assim, fica evidente que são necessárias algumas medidas para controle das epidemias e minimizar seus efeitos. Portanto, cabe ao Governo Federal informar e auxiliar a população sobre as medidas para serem tomadas em períodos de surtos epidêmicos, por meio da divulgação na mídia sobre a doença e o fornecimento de ajuda financeira emergencial para as pessoas que não apresentam renda fixa, a fim de minimizar os efeitos causados pelas epidemias contemporâneas.