Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

No filme ‘‘Contágio’’, é retratado o surgimento de um vírus na China que acarreta em fechamento de fronteiras e isolamento social da população. De maneira análoga à ficção, desde a Idade Média a contemporaneidade surgem epidemias, e com o avanço da tecnologia um problema a ser debatido é a disseminação de informação e consequente histeria coletiva que afeta a saúde mental.

A priori, segundo o pensamento de Mário Sérgio Cortella a mídia age como corpo docente na sociedade, ou seja, tem o poder de formar os indivíduos. Em contrapartida, a internet com fake news atrapalham essa formação, cada vez mais com o acesso expandido a divulgação de informação errada em casos de epidemia é vista como gatilho para o desequilíbrio emocional, gerando assim, problemas desnecessários com ansiedade e ataque de pânico.

Ademais, a sociedade atual é definida no conceito de ‘‘modernidade líquida’’ de Zygmunt Bauman, ou seja, as relações econômicas sobrepõe as relações humanas que são fragilizadas e superficiais. Dessa forma, torna-se mais suscetível o estabelecimento de uma histeria coletiva, ou seja, uma ansiedade e consequente perda de controle sobre os atos e emoções, colocando em risco a si e ao grupo.

Portanto, diante dos problemas mencionados em uma epidemia é necessário uma ação conjunta do Ministério da Saúde e da mídia para conscientizar a população por meio de pronunciamentos de especialistas em horários nobres informando sobre os riscos e dando a orientação adequada a ser seguida para cada caso. Dessa forma, ao cessar o sentimento de ansiedade dos indivíduos impeça por conseguinte a eclosão de uma histeria coletiva.