Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

O filme ‘‘Contágio’’ retrata a vida de Beth Emhoff, que após voltar de uma viagem morre de uma suposta gripe. Enquanto a epidemia mortal se espalha, os médicos precisam identificar o vírus para conseguir combatê-lo e acabar com o pânico da população. Fora da ficção, é fato que a trama apresentada no filme pode ser relacionada ao hodierno cenário global. Visto que cada vez mais se tornam presentes os alarmantes desafios relacionados à histeria coletiva causada por epidemias como o COVID-19. Pois, observa-se que esse cenário nefasto ocorre não só em razão da falta de empatia da população acerca do caso,   mas também a negligência estatal que potencializa tal desafio.                Em primeira análise, é fundamental destacar que um dos impulsionadores do impasse é a falta de empatia estabelecida por uma parcela da população. De acordo com o pensador Carl Rogers, Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele. No entanto, de maneira inversa ao exposto pelo estudioso, esse pensamento não se encontra efetivado na conjuntura atual. Isso ocorre porque, a população não respeita a medida protetiva da quarentena, acarretando a grande exposição e contaminação ao vírus, contribuindo no agravamento dos desafios relacionados à histeria coletiva.                                                                                                                       Em segunda análise, vale salientar que a negligência estatal também corrobora tal problemática apresentada. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, é dever garantir aos indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o descaso governamental impede que uma parcela da população usufrua desse direito na prática. Já que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) o número de afetados já passa de um milhão. Dessa forma, isso é evidenciado devido a lentidão no sistema de saúde, a falta de investimento nos setores públicos, a falta de recursos hospitalares e muitas vezes a desqualificação do profissional da saúde acerca de tal doença inesperada.                                                                                                                                             Destarte, urge a adoção de medidas com o intuito de mudar o cenário atual, que não se mostra satisfatório, desde feitos do Ministério da Saúde com o intuito de promover ações midiáticas para conscientizar a população acerca do respeito ao próximo e as medidas protetivas adotadas pelo orgão, também, alertar para os riscos que a epidemia pode trazer para a sociedade. Vale também, medidas governamentais como políticas públicas com finalidade de construir novas unidades de saúde mais modernas e equipadas, a qualificação e a devida proteção para os profissionais da saúde. Para assim, ser cumprido e assegurado o direito oferecido à todos referente à saúde de qualidade e ao bem-estar social.