Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

Através do surgimento da Globalização e da Revolução Científico Tecnológica, ocorreram transformações em aspectos tanto comportamentais quanto em questões culturais. No entanto, um dos maiores legados para o século XXI, tem sido o poder de alcance das informações, principalmente quando se trata se epidemias em nível mundial. Por isso, é de suma importância que exista a prática da coesão social, defendido por Thomas Hobbes através do pacto social, em que a sociedade deve seguir medidas fundamentais para sua proteção com base no proposto pelo Governo. E a partir disso, tentar apaziguar os desafios que surgem como o pânico social do desconhecido e o estoque alimentício.

Com a rápida disseminação de informações no cenário atual, o uso da Tecnologia por grande parcela da população trouxe à tona a ampliação de histerias coletivas. A partir disso, uma das causas para o aumento do pânico social se dá devido a função que a Mídia acaba desenvolvendo, o que teorizado por Mario Sérgio Cortella atribui a ela o papel de Corpo Docente. Com isso, as notícias veiculadas por canais de massa acabam trazendo como consequência o bombardeamento de informações que ao invés de contribuírem para manter a sociedade informada, desaguam em transtornos psicológicos que na maioria das vezes traz sequelas à vida social do indivíduo. Assim, é  notável que a sociedade precisa filtrar tais informações para usa-las apenas em combate à epidemia, ao invés de absorver inúmeras informações que não possuem comprovações verídicas ou pela OMS.

No entanto, apesar do pânico social ser um dos pilares que desafiam o controle das epidemias atuais, é viável pontuar que o estoque desnecessário de alimentos é um grande problema a ser enfrentado tanto pelo Governo quanto a sociedade civil. Pois, há um costume errôneo perpetuado na sociedade desde que Malthus teorizou que a oferta de alimentos não supriria o crescimento exponencial da população, o que é absurdo, já que considerando o decorrer dos anos, o capitalismo atribuiu grande importância ao fornecimento alimentício por meio de máquinas. Porém, apesar de desnecessário, é muito decorrente a sociedade entrar em colapso e estocar alimentos em época de epidemias, o que poderia ser evitado se ocorresse uma política de conscientização massiva e eficaz.

Para que o pânico do desconhecido não se perpetue na sociedade, é fundamental que o Ministério da Saúde em associação com o Governo Federal, passe a disponibilizar canais de comunicações com a sociedade de maneira que amenize a sensação de terror. E ainda, é necessário que a Mídia devido ao seu papel fomentador de valores, explane em publicidades as recomendações determinadas pela OMS como forma de amenizar o contágio. Sem deixar de lado, a importância da Sociedade em conscientizar as pessoas por meio de diálogos para que assim, o contágio seja evitado.