Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

Epidemia é o conceito dado à rápida disseminação de uma mazela entre pessoas de um local ou região num curto intervalo de tempo. O desenvolvimento dessas pestilências, no Brasil hodierno, é decorrente da má gestão governamental e da falta de higiene da população. Diante de uma situação como esta, o país enfrenta desafios para proteger a saúde dos cidadãos e para lidar com a histeria coletiva provocada pela grande mídia, que dificulta ainda mais o processo de embate à problemática em pauta.

Primeiramente, é necessário destacar a responsabilidade do governo e da população acerca do aparecimento de novas epidemias no Brasil. Segundo o jornal “O Globo”, nas primeiras dez semanas de 2020, o país registrou mais de 300 mil casos de dengue. Para os estudiosos da área de saúde, o exorbitante número de eventos é fruto da negligência estatal e da falta de comprometimento dos cidadãos. Assim como essa mazela, novas enfermidades podem ser propagadas em curto prazo por conta da má gestão governamental (pouco investimento em saneamento básico e em campanhas de conscientização) e da carência de práticas higiênicas por parte do povo brasileiro.

Outrossim, é importante ressaltar o principal desafio a ser enfrentado pelo país: a histeria coletiva. Consoante Nietzsche, a “Moral de Rebanho” é o conceito que revela a necessidade dos indivíduos de compartilharem uma mesma ideia ou ação. A teoria do filósofo alemão pode ser exemplificada, na contemporaneidade, por intermédio do entendimento da atuação da grande mídia e do comportamento dos expectadores, uma vez que tal meio promove uma mesma percepção para todos os receptores. Esse espaço de difusão de informações pode fomentar histeria durante epidemias, no Brasil, e faz com que os indivíduos realizem feitos que podem comprometer a saúde mental e dificultar o enfrentamento às mazelas.

Diante do exposto, faz-se imprescindível que medidas sejam empreendidas para evitar a ocorrência de epidemias e seus desdobramentos. Compete ao Ministério da Saúde, portanto, impedir que mazelas sejam desenvolvidas em grande escala, no país, por meio de maiores investimentos em ações que promovam a salubridade nos centros urbanos e, principalmente, em locais subdesenvolvidos, a fim de que novas doenças não sejam proliferadas e contaminem um grande número de pessoas. Ademais, cabe à população buscar por conscientização, por intermédio de pesquisas em diversos meios comunicativos que mostrem várias faces de uma mesma realidade, com o intuito de entender o cenário epidêmico de maneira mais lúcida e de tomar atitudes que não prejudiquem a saúde mental e a erradicação de enfermidades no Brasil.