Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 06/04/2020

Na história da humanidade diversas doenças foram responsáveis por mortes em massa e, uma dessas, foi a trágica peste negra, ocorrida no século XIV na Europa e que deixou o legado de que medidas de higiene são as melhores formas de se combater e prevenir a escala de letalidade. Dessa forma, com o passar dos anos e a evolução das pesquisas científicas, muitas doenças já possuem vacinas e soros como medida de profilaxia. Apesar disso, com novas epidemias surgindo, há desafios no que tange a reação da população frente a isso, uma vez que há tanto muitas informações falsas, quanto negligencia de governadores nessa guerra contra um ser “invisível”.                                                    Primeiramente, a Revolução Técnico Científica, ocorrida na segunda metade do século XIX, deixou à sociedade contemporânea a tecnologia como base de estudos e principal fonte de informações. Dessa forma, a internet é o principal meio de comunicação, na qual é possível trocar ideias em tempo real com qualquer parte do mundo, fenômeno esse conhecido como “aldeia global”. Assim, quando uma doença assola algum local, rapidamente se espalham informações e, muitas dessas, sem embasamento na Ciência, fazendo com que a população consuma sem filtrar quais delas são verídicas, gerando medo e pavor desnecessários para combater a doença.                                                                       Além disso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, afirma que a saúde é um direito inalienável de todo cidadão. Todavia, muitas autoridades quando precisam enfrentar e paralisar o País como medida de prevenção, ignoram qualquer recomendação dos secretários de saúde e mobilizam a população a ir no caminho contrário. Um exemplo disso é o Presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, que está passando por uma pandemia causada pelo vírus COVID-19 e insiste que a população saia para trabahar porque ele considera que seja apenas uma “gripezinha”, o que ao invés de acalmar o povo, faz com que a camada mais pobre saia para seus respectivos empregos com medo, enquanto os patrões ficam em casa protegidos.