Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
Uma doença passa a ser considerada uma epidemia quando o número de casos ocorre acima do esperado em diversos locais. Hodiernamente, o grande impasse das epidemias contemporâneas está relacionado sobretudo com a forma que as pessoas lidam com isso. Porém, com o grande acesso à informação que a sociedade possui torna-se difícil filtrar todos esses dados e, a propagação de notícias falsas apenas inflama a histeria coletiva. Dessa forma, diante dessas circunstâncias é imprescindível que toda a população tenha acesso a a instruções de qualidade de como lidar com uma epidemia da maneira correta.
As epidemias sempre estiveram presentes na história do homem e grande parte está associada a falta de saneamento básico, higiene pessoal e de alimentos, como a peste negra, cólera, tifo, gripe espanhola, tuberculose. Mas, as epidemias de antigamente matavam bem mais do que as de hoje em dia, o que está diretamente relacionado com os avanços na área de saúde. Segundo o revista Exame, nos últimos 1500 anos mais de três bilhões de pessoas morreram no mundo em decorrência de doenças causadas por novos vírus e bactérias.
Além disso, durante os períodos de epidemia é de fundamental importância evitar a histeria coletiva, que deve ser feita através do combate às notícias falsas que são disseminadas, em sua maioria, na internet e em redes sociais. E também através da divulgação de informações sobre a epidemia, evitando o alarmismo, para que as pessoas saibam lidar com a situação da melhor maneira possível. Segundo o advogado e educador estadunidense Derek Bok, “se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”. Especialmente em casos como esses de epidemia que a ignorância afeta a todos negativamente, podendo levar a um possível pânico social.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, em situações de epidemia, atue de modo efetivo no combate à doença, através de programas de prevenção de modo a evitar possíveis novos contágios da doença. O Governo também deve investir mais em saneamento básico no país, tendo em vista que muitas doenças ocorrem por causa da falta de tratamento de esgotos e acesso à água potável. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, mídias e escolas, deve promover o acesso à informação de qualidade para toda população e orientações para se evitar as notícias falsas alarmistas que servem apenas para gerar pânico social. De acordo com o economista britânico Sir Arthur Lewis, “a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido.” Por isso, é através dela que será possível evitar uma possível histeria coletiva em tempos difíceis de epidemia como a que se vive hoje.