Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/04/2020
Peste negra, gripe espanhola, aids. Diversas epidemias já atingiram a humanidade durante seu curso histórico, em 2020 o mundo passa pelo Covid-19. No Brasil, assolado pelo vírus, a população ou está em pânico e causando desigualdade social ou subestima a gravidade da situação.
Em situações normais, segundo a organização mundial da saúde, apenas 16% das mortes no mundo são causadas por doenças transmissíveis, mas quando epidemias ocorrem essas taxas aumentam e causam pânico na sociedade. Nesses momentos de histeria coletiva muitos levam as medidas de prevenção ao extremo, com o corona vírus se espalhando pelo mundo diversos noticiários reportaram a falta de materiais de EPI em lojas e supermercados pois muitas pessoas, sem necessitarem, começaram a estocar em suas casas álcool em gel, luvas e máscaras descartáveis deixando esses materiais em falta para profissionais de saúde.
Percebe-se, em contrapartida aqueles que não acreditam na gravidade da situação e não agem de acordo com as recomendações do ministério da saúde. Esse tipo de reação já ocorreu anteriormente no país, nos anos de 2015 e 2016 durante a epidemia de Zika vírus muitos não seguiram as medidas de prevenção recomendadas, tanto que em 2020 mais de 50 mil pessoas foram infectadas com Dengue, segundo o ministério da saúde, virose irmã da Zika. A falta de atitudes por parte de população apenas dissemina mais essas doenças gerando mais pânico e histeria.
Nota-se, portanto, que em tempos de epidemia acalmar a população é essencial para que haja histeria coletiva. Para isso é preciso que todos estejam bem informados, por isso é necessário uma comunicação direta entre os órgãos de saúde e os meios de comunicação seja por reportagens ou campanhas para que possam saber o que fazer durante períodos de epidemias, sem exageros prejudiciais ou indiferenças para com a situação. Assim, todos podem se manter seguros e garantir a segurança de outros, juntos.