Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 07/04/2020

No período da Idade Média, a população Europeia presenciou uma das maiores epidemias da humanidade, a Peste Negra. Em comparação aos dias atuais, o ressurgimento de epidemias e pandemias é uma realidade no século XXI. Desse modo, a inadimplência de uma camada populacional para evitar o alto índice de contaminação de doenças contemporâneas e a histeria gerada pelo excesso de informações dos meios de comunicação são impasses na época atual.

A priori, o aumento do moderno e fácil deslocamento de pessoas em todo o mundo, juntamente com o descuido para a prevenção de diversas doenças, corrobora o crescimento de epidemias nos dias atuais. Dessa maneira, de acordo com a filósofa Alemã Hannah Arendt,  a população contemporânea está inserida no contexto da banalidade do mal, o qual consiste do descaso com situações consideradas importantes na sociedade. Hordienamente ao pensamento da filósofa Arendt, a imprudência, também chamada de banalidade, com medidas de higiene e contenção de doenças patogênicas causada por vírus, por exemplo, aumenta consideravelmente o número de mortes causadas por esse evidente descuido.

Outrossim, a inovação tecnológica promoveu o grande crescimento dos meios de comunicação na contemporaneidade, desse modo, o excesso de informações promovido por tais meios causam episódios de ansiedade e crises de pânico em diversos telespectadores. Dessa forma, de acordo com o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella, a mídia age como corpo docente na vida do ser humano, com isso, as informações transmitidas pela imprensa afeta diretamente o comportamento do indivíduo, com isso, as informações sobre epidemia, pandemia e doenças com a intenção de gerar lucro através de notícias sensacionalistas gera histeria e, com isso, agrava negativamente a vida de diversas pessoas da população.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde garantir medidas preventivas para a diminuição de casos de epidemia, com a adoção de políticas públicas como a disseminação da importância da higiene para a contenção de doenças patogênicas, o impedimento do deslocamento entre regiões e o isolamento social, com o objetivo de promover o fim de casos epidêmicos no País. Além disso, faz-se necessário que os indivíduos da população sejam mais críticos e seletivos em relação as informações lidas no cotidiano, através de medidas como a escolha de um meio de comunicação com notícias confiáveis e a diminuição do tempo gasto informando-se sobre tais informações, com isso os casos de histeria e crises de ansiedade, juntamente com pânico, serão menores.