Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 07/04/2020

O mito grego conhecido como “Caixa de Pandora”, evidencia a origem dos males - a discórdia, a guerra, doenças do corpo e da mente - no mundo, graças à Pandora, que vencida pela curiosidade, abre a caixa e libera as “desgraças” na Terra. Em analogia à realidade, as epidemias contemporâneas representam um desses males para a humanidade ao analisar seus impactos na economia mundial, bem como no estilo de vida e na saúde populacional, sendo assim, aspectos a serem analisados.

A princípio, é nítido perceber que as últimas duas décadas registraram grandes transformações que têm impactado a saúde pública do mundo, com reflexos no cotidiano das pessoas e na economia mundial. Isso ocorre devido à relação dessas epidemias com o modelo de desenvolvimento econômico, que se intensifica com o processo de urbanização, com a degradação ambiental, com o incremento do fluxo de pessoas e mercadorias e com o comércio entre os países. Dessa maneira, o desafio encontrado demonstra que essas epidemias, ao acometerem a população, atingem direta e indiretamente o setor econômico que é moldado de acordo com a rotina estabelecida. A exemplo disso, tem-se o novo Coronavírus, que antes de virar uma pandemia, passou por um processo epidêmico e, desde então, afeta a saúde e a economia ao necessitar que as pessoas fiquem em casa e deixem de trabalhar para controlar o surto epidemiológico.

Outrossim, além de afetar a economia, a saúde pública também enfrenta desafios para se manter durante as epidemias, tendo em vista que muitos países não possuem recursos para evitar ou estagnar a proliferação. Nesse contexto, é importante mobilizar esforços internacionais capazes de articular redes de assistência, que deem proteção aos países menos desenvolvidos e mais vulneráveis e permitam que os sistemas de saúde se estruturem para prevenir, controlar e conter danos à saúde pública. Essa medida evitaria a desassistência às populações e permitiria a organização do SUS.

Torna-se evidente, portanto, que cabe ao Estado agir por meio de políticas econômicas que garantam estabilidade ao país no momento de epidemia. Isso ocorre por meio de auxílio àqueles que, por algum motivo, tenham sua renda ameaçada devido às medidas preventivas, para que a economia não entre em colapso e, ao mesmo tempo, haja uma garantia de estabilidade para a população. Além disso, é preciso que a população seja informada sobre a importância da prevenção e que também seja orientada sobre como prevenir, a exemplo da vacinação e de cuidados, como a lavar constantemente as mãos, para que haja uma preparação e uma resposta que impeçam a sociedade de entrar em vulnerabilidade social, econômico e ambiental, tendo em vista que isso amplia o impacto à saúde humana, enquanto a prevenção reduz a ameaça. Desse modo, chegar-se-á em um progresso no Brasil.