Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
No filme “Outbreak”, publicado em 1995, são retratadas a disseminação de uma epidemia ocasionada por um vírus letal desconhecido e a busca por um antídoto para a doença gerada pelo vetor viral em um cenário de histeria coletiva. Neste sentido, não muito distante do contexto ficcional, a sociedade contemporânea tem presenciado surtos epidemiológicos e, consequentemente, situações de histeria coletiva, promovidas pela situação de pânico vivenciada pela maior parte do contingente populacional. Sendo assim, as epidemias aderidas ao desequilíbrio social vem findado por repercutir em problemáticas na saúde pública e na economia local.
Dessa forma, torna-se válido ressaltar, em primeiro plano, que as epidemias, termo que designa doenças de caráter transitório que atuam em larga escala, ao promoverem o fenômeno da histeria social, em razão do pânico gerado pelo medo de contração de enfermidades epidemiológicas ou pela crença de portar estas doenças, vem culminado no isolamento social, em grande parte necessário, da maior parte do contingente populacional e repercutido na estagnação de diversos segmentos da economia, proporcionando um déficit econômico significativo em diversas localidades, prejudicando especialmente a parcela periférica populacional detentora de menor contingente monetário.
Ademais, torna-se válido relatar também que as situações de histeria coletiva, promovidas pelos contextos epidemiológicos, têm repercutido negativamente na saúde pública, haja vista que, no cenário de proliferação exacerbada de doenças, uma grande parcela populacional culmina por manifestar sintomas psicológicos de determinada enfermidade, promovendo aglomerações em leitos de hospitais, intensificando o alastramento de epidemias e negando o direito de realizar o devido tratamento daqueles que realmente portam alguma doença.
Portanto, tendo em vista que a disseminação de epidemias aderida ao fenômeno social de histeria coletiva, na contemporaneidade, vem promovido a repercussão de problemáticas na saúde pública e na economia local, faz-se necessária a implementação regional do teletrabalho pelo Governo Federal, a fim de promover o isolamento social nestas localidades, evitando a proliferação epidemiológica (agravamento da saúde pública) e a estagnação econômica. Afinal, a melhor forma de se combater uma epidemia e, consequentemente, a histeria coletiva é o isolamento social.