Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 03/04/2020

Epidemia é considera a rápida disseminação de uma doença sobre um alto número pessoas em uma determinada população com um curto período de tempo. Sendo assim, a sua alta disseminação pode ser agravada e complicada com a histeria social, conhecida como um comportamento de pessimismo e pânico, criando um ambiente apocalíptico. Com isso, entende-se a importância da análise de como o compartilhamento de notícias sensacionalista em conjunto à falta de escolaridade deságua na histeria coletiva e dificultando o manejo de epidemias.

É importante, primeiramente, entender que a mídia tem um forte papel de mediador e influenciador social, a qual pode gerar a disseminação de informações fantasiosas. Dentro da teoria do filósofo Michael Foucalt, o ser humano é submetido à forças e poderes, como as mídias, que dominam saberes e discursos mutáveis fabricando a disciplinarização dos corpos. Logo, entende-se que a mídia tem o seu poder de modalizador e que o seu uso indevido pode desenvolver um ambiente desordenado e histérico quando se faz o uso de notícias grandiosas e sem embasamento científico. Assim, em um mundo dominado por epidemias, o qual já se enfrenta diversos problemas, a histeria coletiva dificulta o controle social quando as pessoas entram uma espiral ansiogênica.

Convém pontuar, ainda, que a falta de escolaridade potencializa a desordem social como um fator para histeria e pânico em meio à uma doença de caráter epidêmico. Tomando como base o pensamento do filósofo Immanuel Kant, o qual afirma que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, entende-se que a educação tem poder de modelador social e o uso do programa de saúde funciona como uma “alfabetização” reforçando o combate de contaminação de doenças. Entretanto, a escassez de educação gera uma desenformação e a alta probabilidade de disseminação de conhecimento falso ou, até mesmo, a dúvida do que se fazer caso contraia alguma enfermidade, criando um estado de histeria e pânico.

Nota-se, portanto, que caso não haja uma consciência informacional vinda das mídias em conjunto a um forte ensino sobre saúde, pode-se surgir uma sociedade histérica em situações críticas, como em epidemias, dificultando o seu controle. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, com seu poder de organização social, em conjunto ao Congresso Nacional, responsável pela criação e vetação de leis, criar um regulamento que puna os meios de comunicação que infrinja a ética de disseminação de informações verídicas. Ademais, cabe as escolas, transmissor de conteúdos e formador de indivíduos, o uso de pedagogia de projeto, ensino por meio de experiências, que visem o uso da educação por meio de convites aos profissionais de saúde para as instituições e traga um saber mais aprofundado.