Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/04/2020
Segundo o psicanalista Freud, o ser humano vive na busca do prazer pela esquiva da dor. Dentro do contexto exposto pelo estudioso, as epidemias contemporâneas tem sido representadas como empecilhos para o alcance da felicidade dos brasileiros, posto que a histeria coletiva, provocada por essa disseminação de doenças, os têm acometido de forma brutal por meio de desafios como a ansiedade ruminante e, por conseguinte, distúrbios psicológicos obsedantes. A princípio é preciso ressaltar que as epidemias nunca estabeleceu tamanha histeria coletiva fundada no surgimento de crises de ansiedade do povo brasileiro. Isso acontece de forma mais intensiva atualmente, porque a contemporaneidade está entrelaçada ao pronunciado “Pêndulo de Schopenhauer”, isto é, a antecipação da satisfação dos pensamentos humanos procedidos da angústia inerente e periódica. Essa associação se tornou vigente mediante a inserção das novas tecnologias de comunicação na sociedade, as quais estabeleceram instâncias informativas e excessivas de quaisquer notícias, especialmente de epidemias. Tal realidade é capaz de eclodir a histeria fundamentada na ansiedade ruminante acerca das doenças explosivas, o que pressupõe a necessidade da coordenação de notícias associada a métodos informativos, os quais conciliem com bem estar psicológico coletivo. Além disso, é preciso destacar que a ansiedade provinda da histeria coletiva, oriunda das epidemias, é um dos fatores contribuintes para eclosão de doenças mais graves, como distúrbios psíquicos e obsedantes. Isso é possível ser observado mediante os atributos próprios ,desses agravos, associados ao pavor da contaminação de doenças, como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), já estabelicido em mais de 3% da população mundial, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Essa perturbação psíquica pressupõe a precaução compulsiva e neurótica da contaminação de doenças transmissíveis, especialmente epidemias, as quais possuem índices pronunciados de disseminação na sociedade, provando a repercussão negativa que o pronunciamento de epidemias, sem o cuidado associado às histerias, pode causar. Em virtude do que foi mencionado, percebe-se que as epidemias contemporâneas estabelecem grandes desafios por meio das histerias coletivas à sociedade brasileira. Nesse sentido, a mídia deve estabelecer uma comunicação mais saudável que concilie o bem estar psicológico da população às notícias transmitidas acerca das epidemias. Para isso, deve-se haver a coordenação das informações propagadas com uma abordagem de viés psicológico, garantido pelas autoridades médicas. Além disso, o Estado, como forma de combater a histeria, deve garantir o acompanhamento psíquico da população, por meio de campanhas de saúde que incentivem à frequência médica pública ou privada.