Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/04/2020
Ao longo dos anos o mundo teve que lidar com epidemias, as quais vitimaram centenas de pessoas, a Peste Negra e a Gripe Espanhola, por exemplo. Contudo, mesmo com o aparato tecnológico atingido no dias atuais, outras doenças como o recém Covid-19 ainda assolam a contemporaneidade. Por isso, a histeria coletiva da população provoca desafios relacionados à proliferação das Fake News e à hostilidade humana.
É válido notar, de início, que, segundo dados disponibilizados pela OMS, a disseminação de notícias falsas causam retardo de 20% no processo de estagnação da epidemia, uma vez que descredibiliza as informações corretas por causa da dúvida de sua veracidade. Nesse sentido, reportagens que não são vinculadas em jornais sérios precisam ser analisados com mais rigor, para evitar oportunismo de pessoas com má índole, as quais aproveitam o momento de tensão e ansiedade para vender produtos e serviços falsos com o intuito de lucrar com o desespero da população.
Além disso, é possível analisar, ainda, que a histeria coletiva aflora o egoísmo humano, já que a primeira atitude tomada pela população é estocar comidas e mantimentos de maneira quase que apocalíptica como forma de alimentar uma falsa sensação de segurança. Isso ocorre porque, segundo o pensador Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro é um Homem Cordial, ou seja, age por impulso e irracionalmente em momentos de estresse. Tais atos, não são necessários e é um exemplo de apatia com o próximo que também precisa comprar o necessário para se manter em isolamento social, por exemplo.
Logo, o combate à histeria nos momentos de epidemia é essencial para um efetivo fim dos contágios. Por isso, é preciso que o Legislativo crie uma lei que puna quem cria as Fake News e que tipifique esse ato como crime, além de punir, também, quem as compartilha nas redes sociais, de maneira simbólica com suspensão temporária das contas virtuais dessas pessoas, por exemplo. Por fim, é necessário que a mídia e a própria população mais conscientizada debata em programas de televisão e em casa, respectivamente, sobre o malefício de estocar suprimentos em excesso, a fim de mudar o pensamento egoísta da maioria das pessoas do país.