Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 06/04/2020
Na Idade Média, uma grave doença dizimou um terço da população europeia, a chamada Peste Negra. No entanto, a enfermidade não causou tanto espanto ao povo da época pelo fato da maior parte dele não tomar conhecimento da situação vivida. Nos dias de hoje, todavia, os desafios relacionados à histeria coletiva causada por epidemias ou pandemias têm a ver com o uso de redes sociais e o avanço da mídia, além da facilidade de locomoção pelo mundo que pode facilitar a propagação daquelas.
Em primeira análise, segundo o fundador da Apple Steve Jobs, “o conhecimento move o mundo”, no entanto, essa movimentação nem sempre é benéfica. Exemplo disso é a histeria causada pelo conhecimento de uma grave doença pela população, isso se acentua devido ao exagero de informações que se encontram nas redes sociais. Além disso, muitas dessas notícias não são verdadeiras, daí vem o conceito de “fake news”(notícias falsas) e seus efeitos para os que as leem. por isso, meios como a mídia devem esclarecer e informar acerca das medidas cabíveis nesses casos.
Em segunda análise, segundo estudos realizados pela Organização Mundial de Saúde(OMS), os vírus sobrevivem cerca de 6 horas na superfície da pele e 3 dias em estruturas como maçanetas. Diante disso, em viagens internacionais apertos de mãos podem significar a transmissão de doenças a dezenas de países pelo contínuo número de vôos e viagens a mar de um país a outro, ou entre continentes. Por tal, é imprescindível a higienização pessoal e de locais que possam vir a acumular gotículas virais ou bacterianas.
Portanto, para solucionar os desafios relacionados à histeria coletiva causada palas epidemias contemporâneas, cabe à mídia informar a população acerca daquelas por meio de noticiários que evidenciem métodos de prevenção explicados por médicos infectologistas para que o povo, a partir de então, saiba como se comportar. Além disso, cabe à OMS higienizar meios de transporte internacionais como aviões e navios, por intermédio da contratação de funcionários que possam limpar constantemente espaços que possam acumular vírus ou bactérias a fim de que o cenário da Europa durante a Peste Negra não volte a se repetir.