Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 08/04/2020
Com a alta globalização do mundo atual, as epidemias atuais acabam se diferindo das antigas. Isso se deve ao fato da tecnologia avançada junto a um alto fluxo de informações, que difundidas por inúmeros meios, chegam instantaneamente ao ouvido de massas. A mídia em geral, em uma tentativa de obter audiência, acaba enfatizando notícias de caráter ruim da doença, ao invés de tranquilizar a população quanto a epidemia. Todo esse processo adjunto de um aumento de fake news, por parte do povo, cria uma histeria coletiva, que por si só causa consequências até piores que a doença em si.
A mídia tem o papel de informar a população quanto o que acontece no mundo. No caso da pandemia Covid-19, é essencial que explique a leigos como proceder, de forma sanitária a doença, aliando-se a profissionais de saúde e diminuindo a curva de contágio. Mas a partir do momento em que publica matérias de cunho exagerado, causa-se um medo crônico na sociedade, que se sente indefesa em momentos tão difíceis. Ainda por cima, alguns grupos virão a estranhar e desconfiar das notícias, criando um pico de incredibilidade nos meios informativos, que deveriam ser aliados as pessoas nesses tempos de dificuldades.
A fake news, cada vez mais popular no mundo, é outra via infeliz de informações falsas, oriundas da inocência e maldade de alguns. Essa forma de informação, comum em redes sociais, podem possuir caráter absurdo ou infeliz, ao ponto de não se poder distinguir o que é real. Esse meio se torna ainda mais perigoso quando usado por figuras públicas, o que é decorrente no Brasil. Isso causa um efeito de pânico e mal estar social crescente, que pode inclusive acarretar em problemas psicológicos.
Sendo o fluxo de informações simultaneamente, o maior inimigo e aliado de epidemias atuais, cabe a mídia adjunta com o governo, expor de forma simples as informações. A propagação de notícias positivas, relacionada a procura de vacinas e declínio de curvas devem ser expostas na mesma intensidade em que as mortes são. Com isso, uma crise pode ser ultrapassada com menos pânico e mais aprendizado.